Brasil

Aliados do PSB creditam a Campos crescimento no Congresso

Mesmo com a morte de Eduardo Campos, a legenda conseguiu eleger 34 deputados federais e teve o maior crescimento no Senado neste ano


	Campos: no PSB, há crença de que o "fator Eduardo" foi mais importante do que votação de Marina
 (Divulgação)

Campos: no PSB, há crença de que o "fator Eduardo" foi mais importante do que votação de Marina (Divulgação)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2014 às 08h21.

São Paulo - A estratégia do PSB de aumentar a influência do partido na Câmara dos Deputados e no Senado teve sucesso na eleição de 2014. Mesmo com a morte de Eduardo Campos, a legenda conseguiu eleger 34 deputados federais e teve o maior crescimento no Senado neste ano: passou de quatro para sete senadores.

Dentro do PSB há a crença de que o "fator Eduardo" foi mais importante do que a votação de Marina Silva para impulsionar os resultados nas urnas.

Na eleição passada, o PSB somou 35 deputados federais, mas, ao longo do mandato, perdeu 11 parlamentares no troca-troca de partidos.

Neste ano, Pernambuco, berço eleitoral de Campos, foi o Estado que mais elegeu deputados pessebistas, com oito representantes - há quatro anos foram cinco.

Estreando nas urnas, Felipe Carreras, João Fernando Coutinho, Tadeu Alencar e Marinaldo Rosendo contaram com a bênção do ex-governador para se elegerem pela primeira vez. Alencar, por exemplo, foi secretário da Casa Civil e tinha a confiança de Campos.

"O ex-governador estimulou o resultado desse grupo. Fez suas apostas políticas e identificou o potencial de cada um dentro do partido", afirmou Alencar.

No Estado de Campos, o PSB também emplacou o senador Fernando Bezerra Coelho com 64% dos votos (2,6 milhões).

Ex-ministro da Integração Nacional, entre 2011 e 2013, Bezerra Coelho ajudou o partido a aumentar a bancada no Senado.

"Todas as decisões e resultados do nosso partido foram baseados no que o Campos tinha previsto e vamos seguir nessa linha de atuação no Senado", disse.

Além do ex-ministro da Integração, Romário (RJ), atual deputado federal, e Roberto Rocha (MA), vice-prefeito de São Luís, ajudaram a aumentar o quadro.

São Paulo

O Estado de São Paulo elegeu quatro representantes e ficou em segundo lugar no número de deputados eleitos pelo PSB. Luiza Erundina e Keiko Ota alcançaram a reeleição. Luiz Lauro Filho e Flavinho estreiam na Câmara em 2015.

Erundina, que coordenou a campanha presidencial da legenda, acredita que a candidatura de Marina Silva não foi fator determinante para a o resultado positivo.

"A figura da Marina agregou e gerou adesão, mas sua campanha foi modesta, com uma presença nos Estados não tão intensa. Isso diminuiu a possibilidade de exercer um poder maior", afirmou.

Márcio França, presidente do PSB em São Paulo e eleito vice-governador, observa um crescimento do partido após a morte de Campos. "Nós perdemos o Eduardo no meio da campanha, mas a marca PSB cresceu bastante e nos ajudou a aumentar o número de votos", afirmou.

Escolhas

Visão oposta tem o presidente nacional do partido, Roberto Amaral. Indagado sobre o que teria determinado o aumento da bancada do PSB no Senado, ele disse que nem Campos nem Marina tiveram influência.

"O fato é que escolhemos no Rio um candidato fortíssimo, que certamente venceria.

No Maranhão, o candidato era aliado ao governador que foi eleito e, em Pernambuco, Bezerra Coelho foi eleito pela experiência", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Acompanhe tudo sobre:PolíticosPolíticos brasileirosPolítica no BrasilPartidos políticosPolíticaGovernadoresEleiçõesEleições 2014PSB – Partido Socialista BrasileiroEduardo Campos

Mais de Brasil

Brasil prepara emissão de títulos públicos no mercado financeiro chinês

Governo de SP reduz tarifas de pedágios no interior, com cortes de até 50%

'Se não nos entendermos, vamos perder a eleição', diz Valdemar sobre Flávio e Michelle

Lula anuncia ampliação de gastos em defesa e cita Trump: 'Está cheio de maluco no mundo'