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Promotoria cobra Samarco por cavernas soterradas

Todas a cavernas atingidas, segundo o Ministério Público, estão dentro de área de proteção especial

Rio Doce: as cavidades naturais compõem ecossistemas de intensa complexidade (Ricardo Moraes / Reuters)

Rio Doce: as cavidades naturais compõem ecossistemas de intensa complexidade (Ricardo Moraes / Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 28 de outubro de 2016 às 08h32.

Belo Horizonte - O Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MPE) entrou com ação na Justiça para obrigar a Samarco e suas controladoras, Vale e BHP Billiton, a recuperarem em um prazo máximo de dois anos cavernas que foram soterradas pela lama que vazou da barragem de Fundão, em Mariana, em 5 de novembro do ano passado.

Segundo a promotoria, as cavidades estão em área de aproximadamente 2 mil hectares na bacia do Rio Doce. Ao todo, cinco cavernas foram atingidas pelos rejeitos.

A ação pede ainda "reparação pelos danos ambientais remanescentes no valor de R$ 100 milhões e o pagamento de indenização de outros R$ 50 milhões pelos danos sociais e extrapatrimoniais decorrentes das lesões ao patrimônio natural".

Todas a cavernas atingidas, ainda segundo o Ministério Público, estão dentro de área de proteção especial. Samarco e Vale informaram que, por não terem sido citadas ainda, não comentariam a ação. A BHP Billinton não respondeu ao telefonema da reportagem.

Segundo a ação, "as cavidades naturais compõem ecossistemas de intensa complexidade e grande fragilidade ambiental, ricos em fauna, beleza cênica, multiplicidade de feições morfológicas, deposições minerais de diversos formatos e estratégicos reservatórios de água, além de guardarem vestígios paleontológicos, arqueológicos e de mudanças climáticas". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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