Brasil

Processo para cassar Genoino começa amanhã, diz Alves

O processo anunciado pelo presidente da Câmara contraria decisão do STF sobre o mensalão


	Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara dos Deputados: ele defendeu que o processo de cassação é determinado pela Constituição
 (Valter Campanato/ABr)

Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara dos Deputados: ele defendeu que o processo de cassação é determinado pela Constituição (Valter Campanato/ABr)

DR

Da Redação

Publicado em 20 de novembro de 2013 às 14h18.

Brasília - O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), afirmou que será aberto amanhã o processo de cassação contra o deputado José Genoino (PT-SP), preso desde sexta-feira por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) por sua condenação no processo do mensalão.

Alves afirmou que o processo terá final em plenário, contrariando o que o STF tinha decidido até agora sobre o mensalão ordenando à Mesa da Casa que apenas decretasse a perda do mandato.

"Vamos dar início ao processo. A Mesa da Câmara, é isso que a Constituição determina, dará inicio ao processo, remeteremos à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que fará portanto a análise do procedimento", afirmou Alves.

Ele tinha cancelado a reunião que discutiria o tema por não ter recebido ainda comunicado oficial do STF sobre a decisão que resultou na prisão. O comunicado foi enviado ontem, às 21 horas, e não menciona a situação de cada deputado. Mesmo assim, Alves dará andamento ao caso.

"Eu preferia que (o comunicado) tivesse sido específico, mas, mesmo que não tenha sido, a gente já tem portanto a informação e a Câmara dará continuidade a esse processo", disse.

Alves afirmou que adotará o mesmo procedimento do caso de Natan Donadon, preso desde junho e que teve o mandato salvo em plenário pelos colegas.

"É para já abrir o processo, é assim que o regimento determina para dar andamento com o processo final em plenário", disse. "É todo aquele procedimento que teve com Natan", complementou.

O STF decidiu no ano passado que, no caso do mensalão, caberia à Mesa apenas decretar a prisão. A Casa, porém, entende que se aplica neste caso um trecho da Constituição que prevê julgamento final em plenário. A decisão do STF sobre o tema é alvo de embargo infringente e pode ainda ser alterada.

Apesar do anúncio de Alves, a abertura de processo amanhã pode não ocorrer caso algum dos integrantes da Mesa peça vista do processo.

Acompanhe tudo sobre:Política no BrasilCâmara dos DeputadosSupremo Tribunal Federal (STF)Mensalão

Mais de Brasil

Moraes dá 48h para Jair Bolsonaro explicar se deu aval a vídeo de IA na convenção de Flávio

Cleitinho diz ao PL que será candidato ao governo de Minas

Governo Lula vai ampliar prazo para aderir ao Desenrola 2.0

Lula provoca Trump por corte de verbas à OMS: 'tratamento de saúde não é para rico'