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Prisão de Bolsonaro eleva pressão por definição rápida da direita para 2026

Segundo aliados do ex-presidente, Tarcísio de Freitas é visto como nome mais forte; outra ala defende sobrenome Bolsonaro

Bolsonaro e Tarcísio: impasse sobre candidato de oposição em 2026 (EVARISTO SA/Getty Images)

Bolsonaro e Tarcísio: impasse sobre candidato de oposição em 2026 (EVARISTO SA/Getty Images)

Publicado em 22 de novembro de 2025 às 13h15.

Última atualização em 22 de novembro de 2025 às 16h27.

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A prisão de Jair Bolsonaro (PL) deverá elevar a pressão para que o ex-presidente e sua família decidam quem será o candidato do grupo nas eleições presidenciais de 2026. Num primeiro momento, a detenção de Bolsonaro torna ainda mais incerta a definição do nome da direita para o pleito do ano que vem.

Partidos do centrão que devem apoiar a escolha do ex-mandatário, como PP e União Brasil, porém, avaliam que a prisão enfraquece o campo conservador e que a oficialização o quanto antes de uma pré-candidatura seria importante para equilibrar a disputa política.

Dois integrantes de partidos de centro ouvidos sob reserva pela EXAME afirmam que é inevitável que aumente a pressão em favor da candidatura a presidente do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O chefe do Executivo paulista é visto como um ator mais moderado e que conseguiria ampliar o eleitorado para além da direita e competir com força contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

'Bolsonaro é inocente e o tempo mostrará', diz Tarcísio de Freitas

Dentro da própria família

Há outra ala no entorno do ex-presidente, no entanto, que sustenta que a família não pode perder a liderança do processo político e defende que o candidato seja alguém com o sobrenome Bolsonaro. Nesse cenário, o favorito é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e corre por fora a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Pessoas que estiveram com o ex-presidente nas últimas semanas relatam que Bolsonaro já vinha sofrendo pressões nesse sentido e que em nenhum momento ele cravou quem pretende apoiar no pleito do próximo ano. Para piorar, a leitura de ambos os lados é que o fato de Bolsonaro estar preso dificultará ainda mais uma solução para o impasse.

A discussão sobre o herdeiro político de Bolsonaro em 2026 ganhou força desde quando ele foi declarado inelegível. A celeuma já causou rachas na direita e estremeceu, por exemplo, a relação de Flávio com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), cacique do centrão que sonhava em ser vice de Tarcísio em uma disputa presidencial.

A demora para Bolsonaro tomar uma decisão também ocorre porque a família pressiona no sentido oposto. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se mudou para os Estados Unidos para não correr o risco de ser preso e que foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República, já fez duras críticas ao governador paulista.

Do julgamento à prisão preventiva: a linha do tempo da condenação de Bolsonaro

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) costuma seguir a linha mais radical da família e também já fez ataques públicos ao governador e a outros gestores estaduais que sonham em herdar os votos do bolsonarismo.

Em live nas redes sociais após a prisão do pai, o senador Flávio Bolsonaro disparou: "quem falar em sucessão do Bolsonaro agora é um canalha. O momento não é de discutir isso. O povo está ao lado do Bolsonaro".

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