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Prédios com alto risco de cair no Recife estão ocupados

Laboratório de Tecnologia Habitacional do Instituto de Tecnologia de PE coordenou vistoriou cinco mil prédios-caixão após desabamentos que mataram 12 pessoas


	Recife: foram identificados problemas graves nos projetos de engenharia e na execução
 (REUTERS/Paulo Whitaker)

Recife: foram identificados problemas graves nos projetos de engenharia e na execução (REUTERS/Paulo Whitaker)

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Da Redação

Publicado em 1 de agosto de 2014 às 14h54.

Recife - 80% dos 340 prédios-caixão identificados como de "risco muito alto de desabamento" continuam ocupados no Recife e em três municípios da Região Metropolitana (Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes).

O alerta é do coordenador do Laboratório de Tecnologia Habitacional do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), Carlos Wellington Pires.

Pires coordenou uma pesquisa entre os anos de 2007 e 2009 que vistoriou cinco mil prédios-caixão nesses quatro municípios depois da ocorrência de desabamentos em construções do tipo a partir de 1999. Doze ruíram e em dois deles, em Olinda, 12 pessoas morreram.

"Percebemos que os prédios eram construídos de forma inapropriada, muitos na base do empirismo", afirmou o coordenador do Itep.

De acordo com Pires, a pesquisa mostrou que, além dos 340 com "rico muito alto", outros 1,2 mil têm "risco alto de desabamento".

Como decorrência da pesquisa, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) entrou com uma ação civil pública para que as prefeituras solucionassem os problemas, já que foram identificados problemas graves nos projetos de engenharia e na execução.

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