Flávio Bolsonaro: candidato apresenta alta de 29 pontos percentuais no Norte (Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro/Flickr)
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Publicado em 25 de setembro de 2026 às 06h00.
Em cerca de um mês, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ampliou em quase 10 pontos a sua intenção de voto para o primeiro turno da eleição presidencial, segundo a série histórica dos levantamentos do instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg.
O candidato passou de 33,7% das intenções de voto, na pesquisa divulgada em 31 de agosto, para 43,4% na pesquisa mais recente, divulgada na quarta-feira, 23 de setembro. Um crescimento de 9,7 pontos percentuais.
O avanço não ocorreu de forma homogênea entre os diferentes grupos de eleitores.
O salto ocorreu entre eleitores do sexo masculino, na faixa etária de 25 a 34 anos e que estudaram até o Ensino Fundamental. Regionalmente, a maior alta foi registrada no Norte, onde Flávio passou de 21,8% para 50,8%, avanço de 29 pontos percentuais.
Entre os homens, a intenção de voto em Flávio passou de 35,7% em agosto para 56% na pesquisa mais recente, alta de 20,3 pontos percentuais. Para efeito de comparação, entre as mulheres a variação foi bem menor: de 31,9% para 32,3%, crescimento de 0,4 ponto percentual.
A diferença também aparece no recorte de idade. Entre os eleitores de 25 a 34 anos, Flávio passou de 28,1% para 51,4%, alta de 23,3 pontos percentuais. Foi o maior crescimento entre as faixas etárias analisadas.
Entre os eleitores de 35 a 44 anos, a intenção de voto no senador avançou de 36,1% para 50,9%, alta de 14,8 pontos percentuais. Na faixa de 45 a 59 anos, o crescimento foi menor: de 43,3% para 47,7%, 4,4 pontos percentuais.
O crescimento de Flávio também foi mais acentuado entre os eleitores de menor renda. Entre aqueles cuja renda familiar é de até R$ 2 mil por mês, a intenção de voto passou de 36,4% para 52,9%, alta de 16,5 pontos percentuais.
Na faixa de R$ 2 mil a R$ 3 mil, o senador passou de 37,5% para 52%, crescimento de 14,5 pontos. Já entre os eleitores com renda familiar de R$ 3 mil a R$ 5 mil, avançou de 33,7% para 49,9%, alta de 16,2 pontos.
O crescimento diminuiu entre as faixas de renda mais altas. Entre os eleitores com renda de R$ 5 mil a R$ 10 mil, Flávio passou de 32,7% para 37,4%, avanço de 4,7 pontos percentuais.
Entre aqueles com renda acima de R$ 10 mil, houve recuo: a intenção de voto no senador passou de 26,8% para 25,7%.
No recorte de escolaridade, o maior salto ocorreu entre os eleitores que estudaram até o Ensino Fundamental. Nesse grupo, Flávio passou de 34,6% para 57,1%, crescimento de 22,5 pontos percentuais em cerca de um mês.
Entre os que estudaram até o Ensino Médio, o senador passou de 37,3% para 44,8%, alta de 7,5 pontos.
Já entre os eleitores com Ensino Superior, houve uma pequena redução. A intenção de voto em Flávio caiu de 27,2% em agosto para 25,8% na pesquisa mais recente.
Entre os diferentes grupos religiosos, os evangélicos continuam apresentando a maior intenção de voto em Flávio. O senador passou de 51,7% para 60,7% nesse grupo, alta de 9 pontos percentuais.
Entre os católicos, a intenção de voto cresceu de 30,3% para 40%, 9,7 pontos percentuais. Já entre os eleitores que declararam participar de outra religião, Flávio passou de 22,8% para 30,2%, avanço de 7,4 pontos.
O crescimento foi maior entre os eleitores que se declararam sem religião, de 23,8% para 43,1%, alta de 19,3 pontos percentuais.
Os ateus foram o único grupo religioso analisado em que Flávio perdeu apoio. Nesse segmento, a intenção de voto caiu de 13,8% para 10,7%.
Entre as regiões do país, o maior crescimento de Flávio ocorreu no Norte. O senador tinha 21,8% das intenções de voto em agosto e passou a 50,8% na pesquisa mais recente, alta de 29 pontos percentuais.
No Sul, também houve uma mudança expressiva. Flávio passou de 32,5% para 53,9%, crescimento de 21,4 pontos percentuais. No mesmo período, Lula passou de 46,9% para 32,9%, invertendo o cenário na região.
Nas demais macrorregiões, o avanço foi discreto. No Sudeste, o senador avançou de 36,3% para 42,9%, alta de 6,6 pontos percentuais. No Nordeste, passou de 30,6% para 36,2%, crescimento de 5,6 pontos.
Já no Centro-Oeste, a variação foi menor: Flávio passou de 42,5% para 44,1%, alta de 1,6 ponto percentual.