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Polícia prende seis suspeitos de ligação com milícia no Rio

Operação mira a utilização de empresas para a lavagem de dinheiro da organização criminosa Liga da Justiça

Além de usar a indústria extrativa para lavar dinheiro, o grupo é suspeito de estar ligado a homicídios praticados com o objetivo de tomar empresas concorrentes (Sinpol/DF/Agência Brasil)

Além de usar a indústria extrativa para lavar dinheiro, o grupo é suspeito de estar ligado a homicídios praticados com o objetivo de tomar empresas concorrentes (Sinpol/DF/Agência Brasil)

AB

Agência Brasil

Publicado em 3 de julho de 2019 às 11h17.

Policiais civis cumprem hoje (3) sete mandados de prisão e dez mandados de busca e apreensão em uma operação contra suspeitos de integrar milícia que atua no Rio de Janeiro. De acordo com a Polícia Civil, até as 8h45, seis pessoas já tinham sido presas na ação.

A operação mira a utilização de empresas para a lavagem de dinheiro da organização criminosa Liga da Justiça, que seria chefiada, segundo a polícia, por Wellington da Silva Braga, o Ecko. As empresas atuam na exploração de areia e saibro na Baixada Fluminense e chegaram a faturar R$ 41 milhões entre 2012 e 2017, de acordo com a Polícia Civil.

Além de usar a indústria extrativa para lavar dinheiro, o grupo é suspeito de estar ligado a homicídios praticados com o objetivo de tomar empresas concorrentes. Uma empresa, por exemplo, foi assumida pela milícia depois do assassinato do proprietário Alexsander de Castro Santos, em junho de 2014.

Segundo o Ministério Público Estadual, as operações extrativas do grupo são usadas para tentar legalizar o dinheiro que é obtido de forma criminosa nas comunidades controladas pelo grupo, como extorsão a moradores e comerciantes e a exploração do transporte alternativo.

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