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Polícia ouve PMs que trabalhavam em noite da chacina

A principal suspeita é que a ação envolva PMs que teriam agido como um grupo de extermínio em reação ao assassinato de um policial durante um roubo


	Carro da Polícia Civil: a Polícia Civil segue em busca dos dois homens identificados como autores do assassinato do policial militar Arides Luis dos Santos
 (Eudoxio/Wikimedia Commons)

Carro da Polícia Civil: a Polícia Civil segue em busca dos dois homens identificados como autores do assassinato do policial militar Arides Luis dos Santos (Eudoxio/Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 17 de janeiro de 2014 às 16h35.

Campinas - A força-tarefa da Polícia Civil para investigar os assassinatos em série de 12 pessoas na periferia de Campinas começou a ouvir nesta sexta-feira, 17, os policiais militares que trabalharam na madrugada do dia 13, na região do Ouro Verde.

A principal suspeita é que a ação envolva PMs que teriam agido como um grupo de extermínio em reação ao assassinato de um policial durante um roubo, horas antes, no mesmo bairro, por dois criminosos.

Um dos ouvidos é um tenente que comandava as equipes naquela madrugada. Pelo menos outros dois policiais militares foram ouvidos pelos delegados. 

Além de saber o que ocorreu naquela noite, os policiais serão questionados porque a PM demorou a atender os chamados depois dos assassinatos e por que não foi feito o registro de dois baleados que sobreviveram.

A Polícia Civil segue em busca dos dois homens identificados como autores do assassinato do policial militar Arides Luis dos Santos, de 44 anos, na tarde do domingo. O crime pode ter desencadeado a reação contra os criminosos da região.

Foram 12 mortes, em cinco locais diferentes da mesma região, todos pontos de venda de drogas. As vítimas foram executadas com tiros na cabeça e no torax, sem chance de defesa. Seis dos mortos não tinham passagem pela polícia. Vizinhos e familiares acusam policiais de terem agido encapuzados.

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