Lula: petista vê estagnação da sua avaliação de governo (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 9 de setembro de 2026 às 07h26.
A maioria do eleitorado avalia que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deveria ter um novo mandato. Segundo a pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira, 9, 51,2% dos eleitores afirmam que ele não merece continuar no cargo, ante 45,5% que defendem sua permanência. Outros 3,3% não sabem.
A série histórica da pesquisa Meio/Ideia mostra que a avaliação sobre um novo mandato de Lula permanece estável ao longo de 2026. Em setembro, 51,2% dos entrevistados afirmaram que o presidente não merece continuar no cargo, enquanto 45,5% defendem um novo mandato. O resultado mantém a rejeição acima da marca de 50% pelo nono levantamento consecutivo.
Na comparação com agosto, a parcela dos eleitores favoráveis à continuidade de Lula recuou de 48% para 45,5%, enquanto a oposição a um novo mandato passou de 50,4% para 51,2%. As variações ocorreram dentro da margem de erro da pesquisa, mas mantêm o cenário de divisão do eleitorado em relação à permanência do petista no Planalto.
O sentimento sobre a continuidade reflete a métrica de avaliação direta do mandato petista. O levantamento aponta que 48,4% desaprovam a maneira como Lula está lidando com o trabalho, enquanto 46,5% aprovam a gestão. Um grupo de 5,1% não soube avaliar.
Na comparação com a série histórica de agosto, os números mostram o cenário estagnado. A desaprovação oscilou dentro da margem de erro, passando de 49% para os atuais 48,4%. Já a aprovação recuou de 48,5% para 46,5%.
Nesse cenário de estagnação da avaliação do governo, o presidente vê o senador Flávio Bolsonaro empatar numericamente com ele no segundo turno e tecnicamente no primeiro.
Os dados evidenciam uma polarização demográfica clara ao analisar a gestão federal. A desaprovação do governo Lula encontra seu grande pilar entre os evangélicos, com 76,6% de avaliações negativas, e entre os homens, que somam 56% de desaprovação.
Por outro lado, o Palácio do Planalto mantém ancoragem em recortes fundamentais. A aprovação segue majoritária entre as mulheres, alcançando 52,1%, e registra força entre os eleitores católicos, que marcam 57,6% de aprovação. Aqueles de outras religiões aprovam a gestão em 65,7%.
A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 1.500 eleitores entre 4 e 7 de setembro de 2026, por meio de pesquisa telefônica. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado por Meio e está registrado no TSE sob o protocolo BR-07935/2026.