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Pedido de cassação de Aécio no Conselho de Ética é arquivado

Segundo a assessoria do presidente do Conselho de Ética, o senador tomou a decisão de indeferir o pedido "por falta de provas"

Aécio: os integrantes do conselho têm dois dias úteis para recorrer da decisão (Evaristo Sa/AFP)

Aécio: os integrantes do conselho têm dois dias úteis para recorrer da decisão (Evaristo Sa/AFP)

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Reuters

Publicado em 23 de junho de 2017 às 18h34.

Brasília - O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), decidiu recusar o pedido de cassação do mandato do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva e obstrução da Justiça a partir de delação de empresários do grupo J&F, holding que controla a JBS.

Segundo a assessoria de Souza, o senador tomou a decisão de indeferir o pedido "por falta de provas".

Ainda de acordo com a assessoria, os integrantes do conselho têm dois dias úteis para recorrer da decisão, desde que contem com o apoio de pelo menos cinco membros do colegiado.

O tucano, candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014 e presidente licenciado do PSDB, é acusado pelo Ministério Público de ter usado o cargo para defender interesses da J&F em troca do recebimento de propina.

Aécio teve uma conversa interceptada na qual pedia 2 milhões de reais a Joesley Batista, um dos donos do grupo e que fez delação premiada.

Posteriormente, a quantia exigida pelo senador foi entregue a um primo dele, em ação acompanhada pela Polícia Federal e feita com autorização do STF.

Na próxima semana, a primeira turma do STF deve analisar pedido de prisão de Aécio formulado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O PSDB chegou a reunir a sua Executiva para decidir se permaneceria no governo, já que as delações de empresários do grupo J&F também resultaram na abertura de um inquérito contra o presidente Michel Temer.

Na ocasião, tucanos decidiram permanecer no governo e eventualmente reavaliar sua posição diante de novos acontecimentos.

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