Para Moody's, crescimento de 2% para o Brasil é baixo

Diretor da agência ressaltou que a administração federal a partir do ano que vem provavelmente terá de adotar medidas duras na área fiscal

São Paulo - O diretor da Moody's, Mauro Leos, afirmou nesta quinta-feira, 3, que há uma pequena possibilidade de que a perspectiva estável do Brasil seja revisada pela companhia, em um período após a implementação das diretrizes econômicas do próximo governo que tomará posse em primeiro de janeiro de 2015.

Mas ele ressaltou que a administração federal a partir do ano que vem provavelmente terá de adotar medidas duras na área fiscal, a fim de dar continuidade na política de combate à inflação.

"O crescimento de 2% para o Brasil é baixo. Mas pode ser que, com uma política de ajustes, essa expansão seja menor, de 1%. Contudo, nesse contexto a perspectiva estável seria o melhor indicador para tal desempenho da economia", disse.

Embora tenha citado que o país "não está bem no front macroeconômico", pois apresenta um patamar de expansão baixo para o seu potencial histórico, com inflação elevada, ele frisou que as condições externas do Brasil não são piores que as de outras nações emergentes.

Leos citou o caso específico da Turquia, que tem uma dívida externa bem mais elevada do que a do Brasil, como proporção do PIB. "Por isso, o país tem uma perspectiva estável perante a Moody's", disse.

Leos destacou que o desempenho do nível de atividade do Brasil é compatível com sua previsão de crescimento do PIB "ao redor de 2%", mais precisamente 1,8%.

"O PIB no primeiro trimestre deve ter registrado uma expansão acima do esperado", disse. "Contudo, parece que o produto interno bruto vai ficar um pouco mais fraco no segundo trimestre. E, portanto, haverá uma certa compensação", disse.

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