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Para Barbosa, salário para assessorar juiz é miserável

O valor do salário, de acordo com Barbosa, é de aproximadamente R$ 10 mil


	Joaquim Barbosa: ele classificou como "miserável" salário que procuradores da Fazenda recebem quando chamados para assessorar juízes e magistrados
 (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Joaquim Barbosa: ele classificou como "miserável" salário que procuradores da Fazenda recebem quando chamados para assessorar juízes e magistrados (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 25 de fevereiro de 2014 às 16h47.

Brasília - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, classificou como "miserável" o salário que procuradores da Fazenda recebem quando chamados para assessorar juízes e magistrados.

"Sabe por que (o procurador) não recebe pelo tribunal? Porque a remuneração do tribunal é miserável. Tem que receber sua gratificação originária e a complementação", criticou Barbosa. O valor do salário, de acordo com Barbosa, é de aproximadamente R$ 10 mil.

A declaração foi feita quando Barbosa defendia a possibilidade de procuradores da Fazenda serem convocados para assessorar magistrados em seus gabinetes.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) questiona essa possibilidade, alegando que, em processos em que o Fisco é questionado, a presença de procuradores da Fazenda nos gabinetes dos tribunais pode desequilibrar o processo.

Os advogados alegam que o fato de os procuradores da Fazenda receberem o salário da Procuradoria, mesmo cedidos aos tribunais, mostra o vínculo permanente que eles mantêm com o Fisco.

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