Brasil

Padilha diz que desconto de R$ 0,46 no diesel depende de estoques

Governo disse que o repasse integral do desconto seria a partir do dia 1º de junho, com uma série de punições para quem não o fizesse

Eliseu Padilha: "Se no ICMS tivermos a redução da incidência, teremos nas mais variadas alíquotas uma derivação de mais um desconto" (Antônio Cruz/Agência Brasil)

Eliseu Padilha: "Se no ICMS tivermos a redução da incidência, teremos nas mais variadas alíquotas uma derivação de mais um desconto" (Antônio Cruz/Agência Brasil)

AB

Agência Brasil

Publicado em 6 de junho de 2018 às 17h28.

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, admitiu que o desconto integral de R$ 0,46 no preço do óleo diesel ainda pode levar alguns dias para chegar na bomba, dependendo do estoque de diesel no posto.

Na semana passada, o governo disse que o repasse integral do desconto seria a partir do dia 1º de junho, com uma série de punições para quem não o fizesse. Padilha disse hoje (6) que a redução do preço na bomba leva em consideração duas variáveis, a data da compra do diesel e sua composição.

Como a Petrobras passou a vender diesel com desconto a partir de 1º de junho, todo o combustível adquirido antes desse período poderá ser vendido com o preço antigo, como disse o ministro em entrevista à Rádio CBN.

"A partir do dia 1º, a Petrobras passou a emitir as suas notas para as distribuidoras com o desconto de 46 centavos. Quem comprou estoque antigo pode cobrar preço antigo", disse o ministro.

Outra variável apontada por Padilha diz respeito à composição do diesel. O desconto incide em 90% do combustível que chega à bomba, que é o derivado do petróleo. Os outros 10% são formados por biodiesel, que não entra na conta.

Assim, o desconto que sai da refinaria é de R$ 0,41. Mas o governo conta com a redução no cálculo do ICMS, cobrado pelos estados. Ou seja, se o valor é menor, o imposto também será menor.

"Esses 46 centavos impactam também o valor de pauta para tributação do ICMS. Se no ICMS tivermos a redução da incidência, teremos nas mais variadas alíquotas uma derivação de mais um desconto. O tempo é das novas aquisições de óleo e também da mudança do preço de pauta para tributação. Esse preço muda de 15 em 15 dias. Nesta primeira quinzena de junho, o preço de pauta ainda não tem o impacto dessa dedução dos 46 centavos no preço final", acrescentou Padilha.

Acompanhe tudo sobre:PreçosCombustíveisÓleo dieselEliseu Padilha

Mais de Brasil

Moraes abre inquérito para investigar vazamento de dados de ministros do STF

SP faz operação contra ingressos falsos para shows do Iron Maiden

Cracolândia acabou e não vai voltar, diz vice-governador de SP

Acordo Mercosul–UE deve entrar em vigor no segundo semestre, diz Alckmin