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Os derradeiros seis dias

Exatos 267 dias depois de iniciado, o processo de impeachment chega hoje à reta final com o julgamento no Senado. Nos últimos dias, o presidente interino Michel Temer reforçou as articulações para evitar qualquer surpresa – o governo calcula que terá 61 dos 54 votos necessários. O avanço de Temer pode parecer insegurança, mas não é. […]

DILMA EM EVENTO EM SP: seu destino deve ser selado pelo Senado no dia 30  / Paulo Whitaker/ Reuters

DILMA EM EVENTO EM SP: seu destino deve ser selado pelo Senado no dia 30 / Paulo Whitaker/ Reuters

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Da Redação

Publicado em 25 de agosto de 2016 às 05h57.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 19h00.

Exatos 267 dias depois de iniciado, o processo de impeachment chega hoje à reta final com o julgamento no Senado. Nos últimos dias, o presidente interino Michel Temer reforçou as articulações para evitar qualquer surpresa – o governo calcula que terá 61 dos 54 votos necessários.

O avanço de Temer pode parecer insegurança, mas não é. Mais que converter votos, EXAME Hoje apurou que o peemedebista usou encontros para mostrar compromisso com a base aliada, prometendo destravar pautas de interesse dos senadores como obras paradas nos celeiros eleitorais.

O governo quer acelerar ao máximo o rito que se inicia hoje às 9 horas. Nas primeiras horas serão discutidas questões de ordem, sem possibilidade de recurso ao plenário em decisões do chefe do julgamento, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. Ao contrário da fase de admissibilidade no Senado — em que mais de 70 parlamentares pediram a fala em sessão que durou mais de 20 horas para afastar Dilma do cargo — por enquanto são apenas 26 inscritos. A ordem é acelerar os trabalhos.

O número de testemunhas para cada lado também é indício da pressa governista: dos oito interrogados, serão apenas dois de acusação. Do lado da defesa serão seis testemunhas. Os trabalhos no fim de semana só acontecem se os questionários não terminarem até a suspensão da sessão na sexta-feira.

Dilma tem depoimento marcado para as 9 horas de segunda, com mínimo de 30 minutos de fala — Lewandowski pode prorrogar o prazo se assim quiser. Senadores, acusação e defesa terão até cinco minutos para fazerem perguntas. Ao final da sabatina, as partes terão 1h30 cada para debate, com mais uma hora de réplica e tréplica. Senadores discutem por mais 10 minutos e Lewandowski chama a votação, que deve ser no dia 30. Salvo uma hecatombe, em no máximo seis dias Temer será confirmado presidente.

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