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Oposição vai protocolar 2º pedido de impeachment contra Temer

Os oposicionistas entendem que Temer cometeu crime de concussão e improbidade administrativa no caso de Geddel

Impeachment: ontem, o PSOL protocolou o primeiro pedido (Ueslei Marcelino/Reuters)

Impeachment: ontem, o PSOL protocolou o primeiro pedido (Ueslei Marcelino/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 29 de novembro de 2016 às 16h39.

Brasília, 29 - A oposição na Câmara e no Senado se reuniu nesta terça-feira, 29, com juristas e entidades da sociedade civil para anunciar que vai protocolar na próxima terça-feira, 6, o segundo pedido de impeachment do presidente Michel Temer.

Em reunião mais cedo, o grupo chegou à conclusão de que o presidente cometeu crime de responsabilidade no episódio envolvendo os ex-ministros Geddel Vieira Lima (Governo) e Marcelo Calero.

Além de deputados e senadores, participaram da reunião os juristas Marcello Lavenère, Eugênio Aragão, Carlos Moura e Marcelo Neves, assim como representantes da CUT, MST, CTB, UNE, Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT e Associação Nacional de Pós-Graduação. As entidades se comprometeram em assumir a assinatura do pedido de abertura de processo de impeachment contra Temer ao lados dos juristas. Os partidos políticos e os parlamentares da oposição darão apoio à tramitação do pedido de impeachment.

Ontem, o PSOL protocolou o primeiro pedido. "O PSOL teve o direito de fazê-lo, mas nós entendemos que dá mais robustez e sustentação político e social se a sociedade civil trouxer o pedido de impeachment", explicou a líder da minoria, Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Os oposicionistas entendem que Temer cometeu crime de concussão e improbidade administrativa ao intervir na questão do prédio em construção na capital baiana onde Geddel comprou um apartamento.

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