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Odebrecht descontava propina de bônus de executivos

Segundo delator da empresa, parte do bônus aos executivos era paga oficialmente e parte vinha pelo "setor de propinas"

Odebrecht: delator comandou o Setor de Operações Estruturadas, o "departamento de propinas" (Janine Costa/Reuters)

Odebrecht: delator comandou o Setor de Operações Estruturadas, o "departamento de propinas" (Janine Costa/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 17 de abril de 2017 às 07h07.

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O delator da Odebrecht Hilberto Mascarenhas, que comandou o Setor de Operações Estruturadas da empreiteira - o “departamento de propina” que, segundo ele, movimentou US$ 3,37 bilhões de 2006 a 2014 -, afirmou em depoimento que a empresa descontava dos bônus anuais pagos a executivos o valor de repasses irregulares feitos pela companhia.

“É possível que um executivo que não tivesse feito ou solicitado nenhum pagamento irregular ainda assim ganhasse bônus pelos resultados?”, questionou um dos procuradores.

“Sim, ele seria até mais premiado, com certeza, por não ter feito a empresa correr riscos”, respondeu Mascarenhas, durante depoimento no dia 15 de dezembro do ano passado.

Segundo o ex-executivo, parte do bônus era paga oficialmente e parte, via Setor de Operações Estruturadas.

“O setor fazia todos os pagamentos (da empresa) por fora, inclusive bônus”, afirmou o delator. “Os bônus, anuais, eram referentes a resultados que os executivos deram”, disse Mascarenhas.

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