Brasil

O que muda na prática para pais com o ECA Digital?

Lei foi sancionada em setembro do ano passado e entrou em vigor nesta terça-feira, 17; veja os principais pontos

Entenda os principais pontos estabelecidos pela ECA Digital (Valter Campanato/Agência Brasil)

Entenda os principais pontos estabelecidos pela ECA Digital (Valter Campanato/Agência Brasil)

Publicado em 18 de março de 2026 às 15h51.

A Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) entrou em vigor nesta terça-feira, 17, e busca proteger crianças e adolescentes em ambientes virtuais. 

O texto foi aprovado em setembro de 2025 após a repercussão de um vídeo do influenciador Felca que denunciava perfis que sexualizavam menores de 18 anos nas redes sociais. 

Além de proibir a monetização de conteúdos que exponham menores de forma sexualizada ou com linguagem adulta, a Lei 15.211/2025 também regulamenta a interação desse público como usuários das redes. 

Responsabilidade dos pais 

Dentro desse cenário, mesmo com a regulamentação do governo e respeito das empresas às medidas definidas, os pais precisam reforçar a responsabilidade com os conteúdos consumidos pelos menores de idade. 

Utilizar o controle parental e ficar atento à vinculação das redes a sua conta são formas dos pais monitorarem as atividades online dos filhos e denunciarem eventuais interações suspeitas. 

A especialista em proteção de dados e regulação de novas tecnologias, Bianca Mollicone, explica que a legislação ajuda, mas não substitui o papel da vigilância familiar na proteção das crianças. 

Não dá para terceirizar a educação dos filhos e depois culpar apenas as plataformas. Os pais precisam entender o que os filhos estão usando e não ter medo de proibir quando algo não faz sentido.

A proposta do ECA Digital é que a atividade online das crianças e adolescentes seja protegida pelo Estado, pelas plataformas digitais e pelo núcleo familiar. 

O que diz o ECA Digital?

O descumprimento das normas prevê multas para usuários e empresas que podem chegar a R$ 50 milhões.

Entre os principais pontos estabelecidos pelo ECA Digital estão: 
  • Proibição da autodeclaração de idade em sites restritos a maiores de 18 anos; 
  • Vinculação das contas em redes sociais de adolescentes menores de 16 anos às dos responsáveis;
  • Bloqueio de menores de idade em marketplaces e aplicativos que vendem e entregam bebidas alcoólicas, cigarros e produtos eróticos; 
  • Verificação de idade em sites e aplicativos de conteúdo adulto, que devem proibir autodeclaração e remover perfis de menores de idade;
  • Proibição do cadastro de crianças e adolescentes em sites de aposta; 
  • Ocultação de conteúdos explícitos nos buscadores com liberação mediante verificação de idade do usuário;
  • Bloqueio de acesso dos menores de idade em jogos eletrônicos com caixas de recompensas; 
  • Cumprimento da classificação indicativa, disponibilidade de perfis infantis e ferramentas de controle parental nos streamings.

As plataformas que possuem mais de 1 milhão de crianças e adolescentes cadastrados deverão enviar relatórios demonstrando a apuração de denúncias e quais medidas tomadas para moderar o acesso a conteúdos impróprios.

Acompanhe tudo sobre:Crianças

Mais de Brasil

Governo anuncia novas regras para bets com alerta sobre vício em jogo

Anvisa atualiza vacinas contra Covid para acompanhar novas variantes

Projeto que sobe teto de faturamento de MEIs e empresas do Simples é adiado; saiba por quê

Acredito que Cleitinho estará comigo, diz governador de Minas sobre disputa à reeleição