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Novo programa de Lula prevê até R$ 3 bilhões por ano para a indústria química

Novo programa começa só em 2027 e ficou fora do Orçamento de 2026

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva: novo programa só começa a valer em 1º de janeiro de 2027

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva: novo programa só começa a valer em 1º de janeiro de 2027

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 22 de dezembro de 2025 às 16h40.

Última atualização em 22 de dezembro de 2025 às 16h44.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.294, que cria o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (PRESIQ), um pacote de incentivos fiscais voltado ao setor químico.

A sanção, no entanto, veio acompanhada de vetos a trechos que ampliavam benefícios tributários sem indicar o impacto nas contas públicas.

O novo programa só começa a valer em 1º de janeiro de 2027, ficando fora do Orçamento de 2026. A vigência está prevista até 2031, mas os valores liberados dependerão de autorização do governo a cada ano.

Em termos simples, o PRESIQ permite que empresas da indústria química recebam créditos financeiros do governo, desde que cumpram regras e contrapartidas, como investir em inovação, sustentabilidade e manter empregos.

Pelo texto da lei, o total de recursos do programa pode chegar a até R$ 3 bilhões por ano. Desse montante, R$ 2,5 bilhões serão destinados à atividade industrial e R$ 500 milhões a projetos de investimento.

As empresas habilitadas poderão acessar dois tipos principais de benefícios:

  • créditos de até 6% sobre o valor gasto na compra de insumos químicos usados na produção;
  • créditos de até 3% da receita bruta em projetos de ampliação ou modernização das fábricas, limitados ao valor efetivamente investido.

Além disso, o programa exige que parte dos recursos seja aplicada em pesquisa, desenvolvimento e inovação, com metas ligadas à sustentabilidade ambiental e à preservação de postos de trabalho.

Por que Lula vetou parte da lei

Ao sancionar a norma, Lula vetou dispositivos que ampliavam o Regime Especial da Indústria Química (REIQ) e reduziam alíquotas de tributos como PIS e Cofins. Segundo o governo, esses trechos criariam renúncia de arrecadação sem cálculo do impacto financeiro nem medidas de compensação, o que fere a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Também foram vetadas regras que permitiriam a habilitação automática de empresas no programa. Para o Planalto, isso poderia aumentar os gastos públicos sem controle prévio.

No mesmo pacote de vetos, o presidente barrou ainda dispositivos que previam despesas futuras com reajustes salariais de servidores do Judiciário após 2026. A justificativa foi evitar a criação de gastos obrigatórios sem previsão no Orçamento dos próximos anos.

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