Brasil

Nomeações dependem de competência e probidade, diz ministro

De acordo com Pepe Vargas, o governo quer que as indicações tenham competência e capacidade de gestão, além de histórico de probidade do indicado


	Pepe Vargas: ministro defendeu que haja na nova composição o "equilíbrio" entre os partidos da coalizão
 (Elza Fiuza/ABr)

Pepe Vargas: ministro defendeu que haja na nova composição o "equilíbrio" entre os partidos da coalizão (Elza Fiuza/ABr)

DR

Da Redação

Publicado em 8 de janeiro de 2015 às 15h21.

Brasília - Em meio à insatisfação dos partidos aliados na composição do governo Dilma Rousseff, o ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, mandou um recado à base no Congresso.

Ele avisou que as nomeações do Executivo seguirão três pressupostos. De acordo com Pepe Vargas, o governo quer que as indicações tenham competência e capacidade de gestão, além de histórico de probidade do indicado.

O ministro defendeu que haja na nova composição o "equilíbrio" entre os partidos da coalizão.

"Esses são critérios que o governo vai observar nas indicações", afirmou.

Questionado sobre a eleição da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, Pepe Vargas disse que o governo não vai interferir nos assuntos administrativos do Legislativo por "respeitar" a independência entre os poderes.

"O governo vai dialogar com todos os partidos e expressar sua posição nas matérias", reforçou. Segundo ele, as questões práticas da pauta legislativa será tratada a cada momento.

O petista afirmou que o ideal seria os partidos que compõem a coalizão formassem um bloco unitário na Câmara.

Sobre a insatisfação da base aliada em relação à distribuição dos cargos do segundo escalão, Pepe Vargas considera que as manifestações "são normais".

"Não conheço nenhum governo na face da Terra que não tenha se constituído e eventualmente não possa haver uma queixa. Isso tá dentro da normalidade", comentou.

O ministro reiterou que o governo não vê necessidade de uma nova CPI Mista da Petrobras.

Para ele, o país já tem "Ministério Público, Controladoria-Geral da União, Justiça e Polícia Federal" atuantes e investigando as denúncias.

"Hoje essas instituições funcionam", emendou. Ele não comentou a ameaça do PMDB da Câmara de assinar o pedido de instalação de uma nova CPI no Congresso.

Acompanhe tudo sobre:Governo DilmaPartidos políticosCongressoOposição política

Mais de Brasil

Falta de diesel ameaça serviços essenciais em 142 cidades do RS

'Estão querendo nos colonizar outra vez', diz Lula sobre terras raras

Bolsonaro segue na UTI com pneumonia bilateral, diz boletim médico

Simone Tebet deixa MDB e se filia ao PSB por SP