No Senado, PSD tentará devolver Coaf a Sergio Moro

Partidos divergem sobre decisão da Câmara dos Deputados de retirar o Coaf do Ministério da Justiça e Segurança Pública
Moro: o Senado deve votar o texto na próxima terça-feira (28) (Rafael Marchante/Reuters)
Moro: o Senado deve votar o texto na próxima terça-feira (28) (Rafael Marchante/Reuters)
Por Estadão ConteúdoPublicado em 24/05/2019 16:59 | Última atualização em 24/05/2019 18:15Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Brasília —  O partido PSD no senado, do ex-ministro Gilberto Kassab, vai tentar reverter a decisão da Câmara, votando para que o Coaf continue sob o guarda-chuva do ministro Sergio Moro, contrariando o acordo do Centrão. O texto deve ser votado pelo plenário do Senado na próxima terça-feira, 28.

"O Coaf no Ministério da Justiça vai dar condição de o Moro investigar profundamente a lavagem de dinheiro, evasão de divisas e uma série de coisas", disse o líder do PSD no Senado, Otto Alencar (BA). O partido tem nove senadores. O parlamentar pontuou que, caso algum integrante vote de maneira diferente, não será punido.

O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), anunciou que o partido votará para tirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mantendo a votação da Câmara na medida provisória da reforma administrativa.

"Nós vamos deixar como está até porque a MP, se voltar para a Câmara, cai", disse Eduardo Braga à reportagem. O MDB tem 13 senadores, a maior bancada da Casa. Se o Senado fizer alguma alteração no texto que os deputados aprovaram, o item que foi modificado volta para análise na Câmara. A MP tem de ser votada até o dia 3 de junho para não perder a validade e obrigar o governo do presidente Jair Bolsonaro a recriar ministérios.

 

Otto Alencar sugere que Jair Bolsonaro determina o Coaf no Ministério da Justiça através de um decreto presidencial caso o Congresso devolva o órgão ao Ministério da Economia. Além do PSD, parlamentares do PSL e da Rede também defendem que o Conselho continue nas mãos de Sergio Moro.