Brasil

"Não roubamos direitos", diz Temer sobre reforma da Previdência

Presidente também respondeu a criticas de que a reforma do ensino médio não teria sido adequadamente debatida com a sociedade

Michel Temer: "não roubamos direitos. Quem tem direito adquirido, adquirido está" (Adriano Machado/Reuters)

Michel Temer: "não roubamos direitos. Quem tem direito adquirido, adquirido está" (Adriano Machado/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 20 de fevereiro de 2017 às 12h51.

São Paulo - O presidente Michel Temer (PMDB) rebateu nesta segunda-feira, 20, críticas de que a agenda de reformas do governo federal estaria retirando direitos dos trabalhadores.

"Não roubamos direitos. Quem tem direito adquirido, adquirido está", disse Temer ao abordar a proposta de reforma da Previdência durante discurso feito no lançamento de medidas de apoio ao agronegócio na zona sul de São Paulo.

Em sua fala, Temer defendeu a "rigidez orçamentária", lembrando que a sustentação de programas assistenciais, como o Bolsa-Família - bem como do financiamento estudantil - depende de dinheiro público.

Da mesma forma, repetiu que, sem a reforma previdenciária, o governo não terá condições de pagar aposentadorias no futuro. Nesse ponto, advertiu que ou se faz agora a reforma na Previdência, ou o aposentado que "bater na porta" do governo daqui a dez anos não terá o que receber.

Ao lembrar que o tema foi "longamente" discutido no passado, Temer também respondeu a criticas de que a reforma do ensino médio, feita por medida provisória, não teria sido adequadamente debatida com a sociedade. "A palavra que pauta nosso governo é a palavra diálogo", afirmou o presidente.

Em defesa da fixação de um limite às despesas primárias da União, Temer afirmou também que o rombo previsto no orçamento deste ano, próximo de R$ 140 bilhões, é preocupante e precisa ser combatido.

"Seria extremamente confortável gastar tudo e dizer, desculpe o termo, que se virem os outros. Mas nossa conduta foi de não gastar mais do que se arrecada", disse. "Um déficit de R$ 140 bi não é normal. Ressalto isso porque passamos achar que bilhões é normal."

Acompanhe tudo sobre:Michel TemerGovernoGoverno TemerReforma da Previdência

Mais de Brasil

PF afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão por faltas injustificadas

Mendonça autorizou quebras de sigilos de filho de Lula antes da CPMI do INSS

Tarcísio diz que não abrirá mão da nova sede por causa de desapropriações

Nova sede de SP: consórcio cita BNDES e debêntures como opções de financiamento