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Na TV, analista do TCU levanta suspeita sobre Dirceu

Cyonil Borges, que delatou a Operação Porto Seguro, afirmou que Paulo Vieira disse a ele que o dinheiro de propina (R$ 300 mil) seria pago pelo ex-ministro José Dirceu


	José Dirceu: o ex-ministro, em nota, afirmou que "não tem relação pessoal nem profissional com Vieira, nem com Cyonil"
 (Victor Soares/Agência Brasil)

José Dirceu: o ex-ministro, em nota, afirmou que "não tem relação pessoal nem profissional com Vieira, nem com Cyonil" (Victor Soares/Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 28 de novembro de 2012 às 11h28.

São Paulo - O analista do TCU Cyonil Borges, que delatou a Operação Porto Seguro, afirmou que Paulo Vieira disse a ele que o dinheiro de propina (R$ 300 mil) seria pago pelo ex-ministro José Dirceu. Em entrevista ao Jornal Nacional da TV Globo, nesta terça-feira (27), ele declarou. "Uma hora ele (Vieira) falava que o dinheiro vinha da empresa (Tecondi). Outra hora falava que era interesse do Dirceu, esse dinheiro adviria de José Dirceu."

O ex-ministro, em nota, afirmou que "não tem relação pessoal nem profissional com Vieira, nem com Cyonil". Segundo Dirceu, se Vieira usou seu nome em conversas com terceiros "o fez de maneira indevida". Ele disse que "não tem nenhum interesse nas atividades da Tecondi" e que se sente "caluniado".

Remoção

A Justiça Federal determinou a remoção de Paulo Vieira do Presídio da Papuda, em Brasília, para São Paulo, onde ele deverá ficar em sala de Estado Maior, provavelmente no quartel do Regimento de Polícia Montada da PM 9 de Julho, na Luz. Vieira é advogado, o que lhe confere o direito a sala especial, sem grades, até eventual condenação com trânsito em julgado. A decisão judicial acolheu pedido do criminalista Pierpaolo Bottini, que defende Vieira.

A Justiça indeferiu pedido de revogação da prisão de Rubens Vieira, irmão de Paulo. O advogado Fauzi Achôa estuda ingressar com habeas corpus. 

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