MPF quer confisco de bens de Cachoeira

Se o recurso do MPF contra sentença da Justiça Federal em Goiânia for aceito, o patrimônio de R$ 167 milhões do empresário será leiloado

	Carlos Augusto de Almeida Ramos: cúpula da máfia dos caça níqueis, na qual o empresário estava envolvido, também deve perder bens
 (Ueslei Marcelino/Reuters)
Carlos Augusto de Almeida Ramos: cúpula da máfia dos caça níqueis, na qual o empresário estava envolvido, também deve perder bens (Ueslei Marcelino/Reuters)
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Rubens Santos, especial para AEPublicado em 11/12/2012 às 21:19.

Goiânia - O Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta terça-feira o confisco de bens de todos os condenados no Caso Cachoeira. A título de correção de "omissões e contradições", e por meio de recurso contra a sentença do juiz Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara Criminal da Justiça Federal em Goiânia (GO), os promotores Lea Batista de Oliveira e Daniel Resende de Salgado também requereram o pagamento de multa proporcional aos danos que a quadrilha provocou ao Estado.

Um dos gastos citados no recurso foi R$ 156.985,50 em diárias para reforçar o efetivo policial, e para viabilizar a deflagração da operação Monte Carlo. Se o recurso for aceito, o patrimônio de Carlinhos Cachoeira, avaliado em R$ 167 milhões, nas contas do Ministério Público Federal (MPF), será leiloado.

Além de Cachoeira, o MPF requereu o chamado "perdimento de bens" da cúpula da máfia dos caça-níqueis, formada por Lenine Araújo de Souza, Geovani Pereira da Silva, Wladimir Garcez Henrique, José Olímpio de Queiroga Neto, Idalberto Matias de Araújo, Gleyb Ferreira da Cruz e Raimundo Washington de Souza Queiroga.