Mourão, Manuela, Ana Amélia e Lasier: disputa pelo Senado no RS está embaralhada

Pesquisa EXAME/IDEIA ouviu 1.000 pessoas do estado do Rio Grande do Sul entre os dias 10 e 15 de junho
Urna eletrônica: a quatro meses da eleição, eleição ao Senado está indefinida no Rio Grande do Sul. (TSE/Divulgação)
Urna eletrônica: a quatro meses da eleição, eleição ao Senado está indefinida no Rio Grande do Sul. (TSE/Divulgação)
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Gilson Garrett JrPublicado em 17/06/2022 às 14:00.

A pesquisa eleitoral EXAME/IDEIA publicada na última quinta-feira, 16, mostra que a disputa para vaga de Senador pelo Rio Grande do Sul está embaralhada. Em uma pergunta estimulada, quatro nomes aparecem empatados ou no limite da margem de erro: Hamilton Mourão (Republicanos), com 19%, Manuela D'Ávila (PCdoB), com 17%, Ana Amélia Lemos (PSD), tem 15%, e Lasier Martins (Podemos), que concorre à reeleição, aparece com 11%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Para a sondagem, foram ouvidas 1.000 pessoas do estado do Rio Grande do Sul entre os dias 10 e 15 de junho. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número RS-04825/2022. A EXAME/IDEIA é um projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública.  Leia o relatório completo.

(Arte/Exame)

Em uma pergunta espontânea, há empate entre todos os nomes, sendo que 54% dizem que ainda não sabem. “A esquerda ainda não está com o palanque definido, e Mourão se beneficia da força de Bolsonaro no Rio Grande do Sul”, afirma a vice-presidente do instituto de pesquisa IDEIA.

(Arte/Exame)

Governo: Onyx e Leite largam na frente

A disputa ao governo do Rio Grande do Sul traz uma indefinição de quem estaria no primeiro lugar de um eventual primeiro turno. De acordo com a pesquisa eleitoral EXAME/IDEIA, o ex-ministro e deputado federal Onyx Lorenzoni (PL) aparece com 25% das intenções de voto, seguido do ex-governador Eduardo Leite (PSDB), com 20%.

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Os números são de uma pergunta estimulada, em que os nomes são apresentados previamente aos entrevistados. Considerando a margem de erro, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos, o cenário é de empate.

A mesma situação ocorre com Beto Albuquerque (PSB) e Edegar Pretto (PT). Os dois têm 11% das intenções de voto dos gaúchos. Luiz Carlos Heinze (PP) tem 7%, Pedro Ruas (PSOL), 5%, e Roberto Argenta (PSC), 2%. Brancos e nulos somam 10%, mesmo números do que dizem que ainda não sabem.

(Arte/Exame)

Vale ressaltar que, enquanto a pesquisa foi feita, o ex-governador Eduardo Leite confirmou, na segunda-feira, 13, que concorrerá à reeleição. Ele renunciou ao cargo no fim de março com a intenção de ser o escolhido do PSDB para disputar a Presidência. Na ocasião, ele não falou exatamente qual seria seu caminho e qual posto pretendia se candidatar em 2022. Afirmou ainda que "todas as possibilidades" estavam em aberto, e não descartou brigar pelo governo estadual.

Cila Schulman, vice-presidente do instituto de pesquisa IDEIA, destaca que a missão do ex-governador não será fácil. “Leite terá uma campanha desafiante, mas ainda assim deve ser bastante competitivo, como seus antecessores. É importante lembrar que desde a redemocratização nenhum governador se reelegeu no Rio Grande do Sul, porém todos foram para o segundo turno, a exceção de Germano Rigotto, em 2006”, afirma.

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