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Mourão diz que Conselho da Amazônia apresentará metas ainda este mês

Vice-presidente realiza encontros com governadores do norte; governo recebeu fortes críticas por não incluir os líderes estaduais na formação do órgão

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta quinta-feira (5), em Belém, que o Conselho da Amazônia vai fazer sua primeira reunião no dia 25 próximo e apresentará o plano com os objetivos e metas das ações para a proteção, preservação e desenvolvimento da região amazônica.

Mourão visitou Belém, no Pará, na manhã desta quinta-feira e segue nesta tarde para Macapá, no Amapá, e depois, São Luís, no Maranhão.

Ele já esteve em Roraima e no Amazonas e nas próximas semanas visita os demais estados da Amazônia Legal - Mato Grosso, Rondônia, Acre e Tocantins. O objetivo do vice-presidente é ouvir as propostas dos governos estaduais, suas necessidades e os pontos de convergência que podem se integrar ao trabalho do governo federal.

O Conselho não tem a participação de governadores, decisão pela qual recebeu diversas críticas, em meio a um cenário de queimadas e desmatamento na região, situações das quais os governos locais estão mais familiarizados e, por isso, poderiam colaborar com a discussões para o plano de ações.

“Se não houver essa junção de esforços entre o que o governo federal realiza e o que os governos estaduais têm planejado, não vamos cumprir a meta de proteger, preservar e desenvolver a Amazônia”, disse Mourão, em entrevista coletiva, em Belém.

O Conselho da Amazônia foi reinstalado pelo presidente Jair Bolsonaro — sob diversas críticas — em fevereiro deste ano para integrar ações federais na região amazônica.

O colegiado é coordenado pela Vice-Presidência e reúne 14 ministérios. Criado originalmente em 1995, no governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso, o conselho era subordinado ao Ministério do Meio Ambiente e tinha, entre os seus integrantes, os governadores dos estados da região.

Financiamento

Para Mourão, é preciso também buscar financiamento para ações contra o desmatamento ilegal, incluindo o uso dos recursos do Fundo Amazônia. “O governo federal tem que fazer seu esforço para que as nações que desejam colocar recursos no Brasil o façam e sejam direcionados para aquelas atividades que são necessárias para nós”, disse.

“Exemplo, no Pará, onde o governador criou a força ambiental, isso tem um custo e pode ser coberto por um fundo dessa natureza. Ou temos que fazer ordenamento territorial, que é prioritário, e nós poderíamos usar recursos de fora, já que os nossos recursos não alcançam todas as necessidades. Então, não vamos abandonar o Fundo Amazônia”, explicou o vice-presidente da República.

O uso do mecanismo de precificação e crédito de carbono também deve avançar no país, de acordo com Mourão. “De modo que grandes empresas poluidoras possam fazer sua contrapartida com proprietários de terras da Amazônia, para que mantenham sua propriedade intocada e, com isso, recebam recurso. Então, vai valer muito mais ter a floresta em pé do que derrubada”, finalizou.

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