Moraes nega adiantamento de fase da Lava Jato que prendeu Palocci

Ele destacou que a Comissão de Ética abriu um processo de investigação para apurar o caso e concluiu que não houve nenhum desvio de conduta de sua parte

Brasília - Durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na tarde desta terça-feira, 21, o ministro licenciado Alexandre de Moraes afirmou que "não houve adiantamento de nova fase da Operação Lava Jato", referindo-se a episódio na cidade Ribeiro Preto (SP), no ano passado.

Ele destacou que a Comissão de Ética da Presidência da República abriu um processo de investigação para apurar o caso e concluiu que não houve nenhum desvio de conduta de sua parte.

Ao participar de campanha eleitoral com o deputado federal e candidato a prefeito Duarte Nogueira (PSDB-SP), em setembro do ano passado, o ministro disse que "haveria mais Lava Jato" naquela semana.

"Falam, falam, mas quinta-feira teve uma, sexta teve outra, essa semana vai ter mais. Quando vocês virem esta semana vão se lembrar de mim", afirmou a pessoas que participavam do evento.

No dia seguinte, a Polícia Federal deflagrou a 35ª fase da Lava Jato, que resultou na prisão do ex-ministro Antonio Palocci.

A pergunta foi feita por Gleisi Hoffmann (PT-PR), oitava senadora a se pronunciar. Seguindo a estratégia da oposição, Gleisi questionou se Moraes vai se declarar suspeito para julgar casos da Lava Jato e casos envolvendo o PT na Corte, mencionando declarações à imprensa do então ministro da Justiça.

Ele voltou a afirmar que não se sente impedido e que não vai "adiantar" um pedido de suspeição antes de assumir o posto de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e avaliar cada situação. Após as indagações de Gleisi, o presidente do colegiado, Edison Lobão (PMDB-MA), suspendeu a sessão por dez minutos.

MP

Moraes disse que é a favor do poder de investigação do Ministério Público. Ele disse que, desde quando era promotor de Justiça, defendia a tese de que o MP pode requisitar uma apuração sem a necessidade de passar pelo crivo da polícia. Essa questão já foi recentemente decidida pelo STF.

 

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