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Moraes acusa Mendonça de estar a serviço de grupo político; ministro diz que é mentira

O bate-boca aconteceu durante a sessão que analisa a Petição 16662, que aborda se a conduta do ministro Alexandre de Moraes no caso do Banco Master pode ser investigada

 (Rosinei Coutinho/STF/Flickr)

(Rosinei Coutinho/STF/Flickr)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 15 de setembro de 2026 às 12h48.

Última atualização em 15 de setembro de 2026 às 18h47.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, acusou o seu colega, ministro André Mendonça, de ter "medo da Polícia Federal" e afirmou que ele está a serviço de um "grupo político que quer dar um golpe nesse país" e de pressionar testemunhas do processo a delatá-lo.

"Quem tem medo da Polícia Federal? Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que colocasse um colega na colaboração premiada. Vamos chamar aqui testemunhas que eu vou indicar", disse.

Nesse momento os ministros começaram a discutir e Mendonça afirmou que as falas de Moraes eram "mentira".

"Pode chamar quem quiser, vão mentir", disse Mendonça.

O bate-boca aconteceu durante a sessão que analisa a Petição 16662, que aborda se a conduta do ministro Alexandre de Moraes no caso do Banco Master pode ser investigada.

Moraes: "Eu tenho testemunhas de que o ministro André, em reunião, disse."

Mendonça: "Mentira!"

Moraes: "Mentira?"

Mendonça: "Pode chamar quem quiser, vão mentir".

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Mendonça, relator do caso do banco Master, retirou o sigilo de um relatório da PF que reunia mensagens entre Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, e um número atribuído a Moraes.

O documento apontava conversas em que Vorcaro teria pedido ao ministro ajuda para tratar de investigações com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Moraes reagiu e pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de investigação contra Mendonça, alegando suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa, crime de responsabilidade e favorecimento de grupos políticos na condução das relatorias. O ministro afirmou que a atuação do colega poderia representar interferência na condução das investigações da Polícia Federal.

O embate escalou após Mendonça determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. A decisão foi posteriormente suspensa pelo ministro Flávio Dino, que determinou o retorno dos dois dirigentes aos cargos e levou o caso ao plenário do STF.

O julgamento não decidirá se Moraes é culpado ou se deve responder a uma ação penal. O que estará em análise é se existem elementos suficientes para autorizar a abertura de uma investigação sobre os fatos apontados em um relatório de 218 páginas elaborado pela Polícia Federal (PF).

Acompanhe tudo sobre:Supremo Tribunal Federal (STF)

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