Brasil

Material escolar pode variar preço em até 276% em papelarias de SP

Pesquisa do Procon-SP mostra variações expressivas nos preços de itens escolares no estado

Material escolar: embora os valores isolados de cada item possam parecer baixos, o Procon-SP alerta que essas variações se tornam significativas na hora de comprar toda a lista de material escolar (Freepik)

Material escolar: embora os valores isolados de cada item possam parecer baixos, o Procon-SP alerta que essas variações se tornam significativas na hora de comprar toda a lista de material escolar (Freepik)

Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 15h48.

O preço de uma simples caneta esferográfica pode variar até 276% nas papelarias da cidade de São Paulo, dependendo do estabelecimento onde for comprada. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo Procon-SP em dezembro e divulgada nesta sexta-feira, 2.

Segundo o levantamento, em uma papelaria da zona norte da capital paulista, a caneta é vendida por R$ 1,30. Já em uma loja no centro da cidade, o mesmo item chega a custar R$ 4,90 — uma diferença de mais de três vezes no valor.

Variações semelhantes foram encontradas em outras cidades do estado. Em Presidente Prudente, por exemplo, um marca-texto foi encontrado por preços que variam entre R$ 1,95 e R$ 4,20.

Já em Ribeirão Preto, o valor de um apontador oscilou entre R$ 3,20 e R$ 9,50 — uma diferença de 196%.

Embora os valores isolados de cada item possam parecer baixos, o Procon-SP alerta que essas variações se tornam significativas na hora de comprar toda a lista de material escolar.

Por isso, o órgão recomenda que os consumidores pesquisem bem antes de fechar a compra e considerem reutilizar produtos que ainda estejam em bom estado.

A orientação é também observar se os estabelecimentos oferecem desconto para compras em grande quantidade. Em casos assim, uma alternativa é reunir-se com outros pais para negociar compras coletivas.

O Procon ainda chama a atenção para diferenças de preço segundo o meio de pagamento — como Pix, dinheiro ou cartão de crédito — e sugere que o consumidor verifique as condições com antecedência.

A pesquisa

A pesquisa analisou os preços de 134 itens comumente pedidos em listas escolares, como apontador, borracha, caderno, caneta, giz de cera, cola, lápis de cor, lápis preto, papel sulfite, régua e tesoura.

Na capital paulista, os dados foram coletados em nove estabelecimentos localizados em diferentes regiões da cidade.

O estudo também incluiu papelarias da Baixada Santista e das cidades de Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba.

Acompanhe tudo sobre:EscolasPreçosEstado de São Paulo

Mais de Brasil

Quando começa o Carnaval em 2026? Veja calendário

Moraes autoriza visita permanente de filhos a Bolsonaro na prisão

STF deve decidir sobre uberização e pejotização em 2026

Réveillon lota hotéis no Rio de Janeiro e leva a 90,58% de ocupação