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Marina rebate Aécio e Dilma e prega sonho amador

A candidata ratificou que escolherá os melhores quadros para compor seu governo, caso seja eleita, e não indicados por partidos ou grupos


	Marina Silva: "A escolha tem de ser feita por essa gente que tem o sonho amador"
 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Marina Silva: "A escolha tem de ser feita por essa gente que tem o sonho amador" (Ueslei Marcelino/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 28 de agosto de 2014 às 16h43.

Sertãozinho, SP - A candidata a presidente da República Marina Silva (PSB) rebateu, em um mesmo discurso, seus dois principais adversários na campanha eleitoral, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

Sem citar nomes, respondeu nesta quinta-feira às afirmações de Aécio, que considerou temerário o governo de amadores e inexperientes, numa referência a Marina, e ainda Dilma, que hoje afirmou que a distinção entre bons e maus pregada pela candidata do PSB é complicada e simplista.

"Muita gente no Brasil diz que não podemos ser governados por amadores do sonho. Ou apostamos no sonho, ou vamos continuar nas mãos dos profissionais, dos que fazem escolhas incorretas", disse Marina em discurso na Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética (Fenasucro), em Sertãozinho (SP).

Ela ratificou que escolherá os melhores quadros para compor seu governo, caso seja eleita, e não indicados por partidos ou grupos.

"A escolha tem de ser feita por essa gente que tem o sonho amador."

Marina comparou a desconfiança que existe em relação ao seu nome às situações enfrentadas pelos ex-presidentes da República Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.

"Diziam que o Lula não tinha capacidade e que o Fernando Henrique era acadêmico demais", disse.

Ainda segundo ela, "o Brasil não precisa de gerente, precisa de quem tem visão estratégica, de quem sabe onde vai chegar e como vai chegar e que reúne todos os setores", numa referência, também velada, ao estilo de governar de Dilma.

"Não tenho dúvida que os brasileiros escolherão as mudanças e não querem ficar na polarização PT e PSDB", concluiu.

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