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Marcelo Odebrecht deixa prisão e segue para colocar tornozeleira

Empresário foi levado em um carro da PF para a Justiça Federal onde vai colocar uma tornozeleira eletrônica

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Marcelo Odebrecht: enquanto estiver em casa, o executivo poderá receber 15 pessoas previamente cadastradas e autorizadas no processo (foto/Reuters)

Marcelo Odebrecht: enquanto estiver em casa, o executivo poderá receber 15 pessoas previamente cadastradas e autorizadas no processo (foto/Reuters)

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Julia Affonso e Fábio Serapião, do Estadão Conteúdo

Publicado em 19 de dezembro de 2017 às, 10h16.

Última atualização em 19 de dezembro de 2017 às, 10h21.

Curitiba - O empreiteiro Marcelo Odebrecht, preso há 2 anos e meio em Curitiba, deixou a carceragem da Polícia Federal (PF) por volta das 9h45 desta terça-feira, 19.

O empresário foi levado em um carro da PF para a Justiça Federal onde vai colocar uma tornozeleira eletrônica e iniciar o cumprimento de sua prisão domiciliar.

Ele deve viajar em um jatinho para São Paulo, de onde seguirá para sua casa num condomínio no Morumbi, zona sul de São Paulo. Pelo acordo, o empresário ficará 2 anos e meio em prisão domiciliar com direito a duas saídas por ano com autorização da Justiça.

Enquanto estiver em casa, Marcelo Odebrecht poderá receber 15 pessoas previamente cadastradas e autorizadas no processo. Além deles, parentes em até 4º grau (primos e tios-avôs) poderão visitá-lo.

As últimas 24 horas de Marcelo na carceragem da PF em Curitiba foram iguais aos 30 meses de prisão.

O empresário acordou um pouco antes do sol nascer, fez exercícios físicos e tomou café da manhã preparado em uma cafeteira localizada no corredor próximo a cela em que divide com o lobista Adir Assad, também acusado de fazer parte do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

Marcelo Odebrecht ficará 10 anos preso. Além dos 2 anos e meio de regime fechado já cumprido e os outros 2 anos e meio de regime domiciliar fechado, o empresário terá que cumprir ainda 5 anos de pena - 2 anos e meio em regime diferenciado, com obrigação de recolhimento noturno e nos fim de semanas e feriados e 2 anos e meio de aberto, com a obrigação de comunicação à Justiça.

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