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Mantega propõe acordo à Procuradoria para evitar prisão

Não se trata de um acordo de delação premiada, mas sim de um termo de compromisso; a defesa propôs que ele esclareça alguns fatos investigados

Guido Mantega: em troca, Mantega não será alvo de um pedido de prisão preventiva (Ueslei Marcelino/Reuters)

Guido Mantega: em troca, Mantega não será alvo de um pedido de prisão preventiva (Ueslei Marcelino/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 1 de setembro de 2017 às 17h26.

Brasília - O ex-ministro Guido Mantega (Fazenda/Governos Lula e Dilma) propôs um acordo ao Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal para colaborar com as investigações da Operação Bullish, segundo apurou a reportagem.

Não se trata de um acordo de delação premiada, mas sim de um termo de compromisso.

A defesa do ex-ministro propôs que ele esclareça alguns fatos investigados e colabore com as investigações.

Em troca, Mantega não será alvo de um pedido de prisão preventiva.

As informações foram reveladas pelo Buzzfeed Brasil.

Deflagrada em maio, a Bullish investiga aportes bilionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nas empresas do Grupo J&F, de Joesley Batista. O executivo falou sobre a intermediação de Mantega durante delação premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República.

Mantega já havia indicado outras vezes que não faria um acordo de delação, o que implicaria confessar crimes e indicar pessoas que participaram de atos ilícitos. Ele mantém essa perspectiva até o momento.

O termo de ciência e compromisso firmado com o MPF indica que o ex-ministro irá ajudar nas investigações e confessar erros.

A estratégia já foi usada com investigados da Operação Greenfield, que tramita no mesmo juízo, para evitar medidas cautelares como o bloqueio de bens.

O acordo, acertado com o procurador Ivan Marx, precisa ser homologado na 10.ª Vara Federal em Brasília.

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