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Maioria do STF vai restringir foro privilegiado, prevê Fux

Ministro afirmou que a Corte deve mudar radicalmente as regras sobre prerrogativa de foro depende de emenda constitucional

Luiz Fux: ministro do STF duvidou da possibilidade de medidas que restrinjam o mecanismo serem aprovadas pelo Legislativo (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Luiz Fux: ministro do STF duvidou da possibilidade de medidas que restrinjam o mecanismo serem aprovadas pelo Legislativo (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 25 de abril de 2017 às 10h23.

Rio de Janeiro - O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a maioria da Corte deverá decidir pela restrição do foro privilegiado a crimes cometidos durante os mandatos. O julgamento sobre o tema está marcado para o dia 31 de maio.

Fux, porém, afirmou mudar radicalmente as regras sobre prerrogativa de foro depende de emenda constitucional.

Ele duvidou, porém, da possibilidade de medidas que restrinjam o mecanismo serem aprovadas pelo Legislativo.

O foro privilegiado restringe o julgamento de políticos com mandato a tribunais superiores, o que acaba beneficiando os réus, pela demora nos processos.

"Vocês acham que os legisladores vão alterar o foro para eles?", questionou Fux - que deu palestra durante seminário promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Após a palestra, o ministro afirmou que restringir o foro a crimes cometidos durante os mandatos é possível por meio da interpretação da lei, sem mudar a Constituição, a partir de um processo específico. Para Fux, o que "incomoda" o Supremo é o "foro volátil", ou seja, quando um processo relativo a um crime cometido antes do mandato migra para uma instância superior se o acusado assumir cargo com prerrogativa.

No caso a ser analisado, os ministros vão julgar uma ação penal proposta pelo Ministério Público contra o atual prefeito de Cabo Frio, Marcos da Rocha Mendes (PMDB), por crime eleitoral. O processo contra ele "subiu e desceu" de instâncias várias vezes conforme os mandatos que exerceu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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