Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante Abertura do Debate Geral de Alto Nível da 81ª Sessão Ordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas (Ricardo Stuckert)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 28 de setembro de 2026 às 13h23.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem intenção de participar do debate presidencial na TV Globo, que ocorre nesta quinta-feira, 1º, porém o modelo de debate poderá fazê-lo desistir. A informação foi dada por Edinho Silva, presidente nacional do partido, em entrevista à TMC News Br desta segunda-feira, 28.
"O presidente Lula quer muito confrontar o Flávio Bolsonaro. É o que ele mais quer. Porém, ele quer um modelo de debate em que ele possa confrontar o que ele defende para o Brasil com aquilo que a família Bolsonaro defende. Se for um modelo de debate em que o presidente Lula faz uma pergunta e fica meia hora esperando para fazer a segunda, evidente que esse confronto de ideias e de projetos não vai acontecer", afirmou.
De acordo com Edinho, a intenção de Lula é ter um embate direto com Flávio Bolsonaro (PL), o que pode ser difícil em um debate de primeiro turno. "O povo brasileiro poderá fazer a comparação do que representa o presidente Lula para o Brasil e o Flávio Bolsonaro vai ter que se explicar, explicar a relação dele com a milícia no Rio, explicar o que eles fizeram na pandemia, por que ele quer entregar as terras raras e o Pix ao Trump, como alguém que tem relação com miliciano pode falar em segurança pública", disse o petista.
A campanha do presidenciável vai realizar agendas em ao menos quatro estados nesta reta final antes do primeiro turno, sendo a participação do debate uma das principais incógnitas na programação.
O candidato do bolsonarismo à Presidência da República, afirmou neste domingo, 27, que vai ao debate presidencial da TV Globo, na quinta-feira, 1º de outubro.
"Meu único adversário nessa campanha é o Lula. É com ele que eu quero debater na Globo. Eu vou pra esse debate só pra desmascarar esse mentiroso, esse assassino da esperança do Brasil", afirmou o bolsonarista em agenda em Goiás.
Após uma carreata em Goiânia, Flávio confirmou a jornalistas que decidiu ir ao debate mesmo se o presidente não for. Ambos faltaram ao debate realizado pela TV Bandeirantes e, como não confirmaram a presença em outros confrontos, inviabilizaram a realização de outros debates.
"Está confirmado, eu vou ao debate da Globo. Eu quero ir para lá para debater com ele. Estou chamando o Lula para o debate. Lula, eu quero você no debate da Globo. Vem debater comigo, porque eu vou esfregar a verdade na sua cara", afirmou Flávio.O senador voltou a dizer que, se eleito, vai permitir apostas esportivas, mas proibir os cassinos online. O bolsonarista tem chamado Lula de "pai do Tigrinho" após a decisão do governo federal de banir casas de aposta no país. Na verdade, em 2023 a gestão de Lula regulamentou as apostas , que já haviam sido legalizadas no país em 2018. Durante o governo de Jair Bolsonaro, as bets já funcionavam no Brasil, sem pagamento de outorgas ou regulação.
"Lula não combate as bets ilegais. O brasileiro está apostando lá e nem sabe, mas é 100% de chance de eles perderem o dinheiro lá (em plataformas ilegais). E pessoas humildes, principalmente as mais pobres, estão sofrendo. As que, em tese, votam no Lula. É o Lula que está endividando as pessoas mais pobres desse país", disse.
O senador também chamou de "canetaço" a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) que reverteu uma outra decisão proferida pelo ministro André Mendonça, no Tribunal Superior Eleitoral, que determinava a remoção de postagens em redes sociais que afirmassem que o senador tiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
"A maior fake news dessa campanha foi essa sobre Nossa Senhora Aparecida. Nunca. Não existia esse movimento para tirar ela de ser padroeira do Brasil. O PT estava há alguns dias tentando levantar essa fake news", afirmou.