Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 14h15.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devem se encontrar em Washington após viagem do brasileiro para a Ásia em fevereiro.
A informação foi divulgada pelo Palácio do Planalto após a conversa dos mandatários por telefone nesta segunda-feira, 26.
Em nota, o Planalto informou que a visita de Lula a Washington ainda será definida.
Na conversa de cinquenta minutos, os presidentes trataram de temas econômicos, da agenda global e de iniciativas bilaterais na área de segurança.
Na pauta regional, Lula destacou a importância de preservar a paz e a estabilidade na Venezuela e afirmou que o foco deve ser o bem-estar do povo venezuelano.No início do mês, os Estados Unidos realizaram uma operação no país sul-americano e capturaram o então presidente Nicolás Maduro. A nota não especifica se houve resposta do presidente norte-americano sobre esse tema.
A conversa também incluiu menção ao crescimento das economias de Brasil e EUA, que, segundo Trump, tem impacto positivo para toda a região.
Ambos destacaram o bom momento da relação bilateral, com referência à retirada de parte das tarifas aplicadas a produtos brasileiros nos últimos meses.
Segundo o Planalto, Lula também reiterou proposta encaminhada em dezembro ao Departamento de Estado norte-americano sobre cooperação no combate ao crime organizado.
A sugestão inclui ações conjuntas contra tráfico de armas, lavagem de dinheiro e o congelamento de ativos de grupos criminosos.
Durante a ligação, Lula pediu para Trump que a Palestina tenha um assento formal no Conselho da Paz sugerido pelos Estados Unidos para tratar do conflito na Faixa de Gaza. O petista propôs também que a atuação do grupo se restrinja à situação em Gaza.
O presidente brasileiro foi convidado para fazer parte do Conselho, mas não sinalizou se aceitou ou não a proposta americana.
No lançamento oficial do Conselho durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, Trump afirmou que o grupo conta com apoio de dezenas de líderes mundiais e pode funcionar como uma alternativa à Organização das Nações Unidas (ONU).