Redação Exame
Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 14h13.
Nem imóveis de luxo, nem fundos imobiliários: foi com vagas de estacionamento ociosas que Nick e Shannan Copland encontraram uma das fontes mais simples e escaláveis de renda passiva. Investidores com trajetória no mercado de aluguéis de médio prazo, o casal americano fatura cerca de US$ 925 mensais por vaga listada em plataformas como o Neighbor, e já acumulou quase US$ 30 mil em lucro líquido apenas com esses espaços.
Com um portfólio que inclui 13 imóveis entre propriedades próprias e arbitradas, o casal construiu um modelo de negócio baseado em eficiência operacional, automação e escalabilidade.
A chave do sucesso? Identificar fluxos de receita negligenciados e transformá-los em ativos geradores de caixa previsíveis, conceito cada vez mais valorizado por gestores de finanças corporativas. As informações foram retiradas do Business Insider.
Nick Copland construiu sua base profissional no mundo corporativo, atuando entre 2010 e 2018 em cargos de liderança voltados a operações, design de processos e gestão de projetos. A transição para o empreendedorismo começou com aluguéis de curta duração e, gradualmente, evoluiu para a atuação com Mid-Term Rentals (MTRs), imóveis voltados a locações de 1 a 6 meses para públicos como profissionais de saúde itinerantes, consultores e famílias em transição.
O salto definitivo veio com a criação da MTR Authority, iniciativa voltada a treinar outros investidores na estruturação de operações similares. A partir desse modelo, Nick e Shannan deixaram seus empregos formais e passaram a viver integralmente da receita do portfólio. Hoje, o negócio gera renda de cinco dígitos mensais de forma recorrente, com apenas 25 a 30 horas semanais de dedicação.
A descoberta das vagas de estacionamento como fonte de renda veio por acaso, mas se mostrou uma peça estratégica dentro do ecossistema de ativos. Em 2021, o casal começou a listar espaços vagos, como garagens, quintais cercados ou pátios laterais, no Neighbor, um marketplace americano de armazenamento e estacionamento.
O resultado surpreendeu: renda mensal de cerca de US$ 925 por propriedade, sem necessidade de visitas, manutenção ou interação frequente. A experiência mostrou que ativos subutilizados, quando bem posicionados, podem gerar retornos superiores a aplicações financeiras tradicionais, com muito menos volatilidade.
A lógica aplicada à operação é a mesma utilizada por empresas na alocação de ativos ociosos ou inventário parado: transformar passivo em fluxo de caixa.
Para quem vem do mercado corporativo, a estrutura montada pelos Copland é um exemplo claro de como aplicar princípios de finanças corporativas à gestão de patrimônio pessoal. Ao automatizar grande parte das operações com ferramentas de gestão, o casal liberou tempo para atuar em áreas estratégicas, como aquisição de novos imóveis, coaching e desenvolvimento de produto.
A lógica é similar à das empresas que transferem a operação para sistemas ERP, BPOs ou squads dedicados: menos tempo no operacional, mais foco na expansão. Ao internalizar as lições aprendidas no ambiente empresarial e aplicá-las no mundo dos investimentos alternativos, o casal criou um ecossistema de geração de receita com alta margem e baixo custo fixo.
Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
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