O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Ricardo Stuckert/Flickr)
Repórter especial em Brasília
Publicado em 1 de outubro de 2026 às 21h26.
Última atualização em 1 de outubro de 2026 às 23h08.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira, um processo seletivo para que candidatos participem de debates presidenciais. Lula criticou o formato dos eventos e disse não ver sentido em "uma pessoa que tem 49% (das intenções de voto) e disputar (no debate) com uma pessoa que está com 1%".
As declarações foram dadas durante participação de Lula no podcast Flow. O presidente decidiu conceder a entrevista concomitantemente ao debate da TV Globo, que acabou sendo cancelado após Flávio Bolsonaro (PL) ter cancelado sua ida ao debate.
O senador bolsonarista mudou de ideia após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinava a participação de Renan Santos (Missão) no evento. Flávio justificou sua decisão como um protesto à "censura", em alusão a outra decisão, da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impedia que o púlpito de Lula no debate ficasse vazia.
"Quando você está na disputa à presidência, é uma coisa mais séria, você está discutindo o país, você não está discutindo quem vai lacrar mais. Não gosto desse tipo de debate. Não dá para você colocar uma pessoa que tem 49% e disputar com uma pessoa que está com 1%. Tem que ter processo seletivo, quem tem 1% tem que disputar com 1%, 2%, 3%. O pessoal já me conhece demais", afirmou Lula.
O presidente disse que "há tempos" critica os debates da TV Globo. "Quando você tem cinco ou seis candidatos, você fala um minuto e espera dez minutos, não tem sequência. Eu acho que esses debates são infrutíferos, não dão sequência, e aí o pessoal começa a fazer gracinha, qual é a piada, qual a pegadinha", afirmou.