Lula culpa elite por acabar com R$ 350 bi da CPMF

Ex-presidente também defendeu o programa Mais Médicos, afirmando que é preciso "cuidar do povo pobre do País"

Brasília – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu nesta terça-feira em defesa do programa “Mais Médicos”, do governo federal, e culpou “a elite brasileira por acabar, em seu governo, com aproximadamente mais de R$ 350 bilhões” da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira)”. Em palestra em Brasília, Lula admitiu que é preciso melhorar a saúde no Brasil e que, para isso, é preciso importar médicos estrangeiros. “Se os médicos brasileiros não querem trabalhar no sertão, que a gente traga médicos estrangeiros”, disse o ex-presidente.

Segundo Lula, é preciso “cuidar do povo pobre do País”. Para ele, a elite que critica o programa Mais Médicos é a mesma que tem acesso à saúde de primeira qualidade e aos grandes convênios. Em seu discurso, de mais de uma hora, Lula afirmou que é comum que as pessoas que utilizam esses planos de saúde ressaltarem que pagam por esse serviço. “É mentira! Quem paga é o Brasil, porque desconta no imposto de renda”, disse.

O ex-presidente disse que intuito do governo não é “tirar o emprego de ninguém”. “Longe de mim”, afirmou. Ele lembrou que enquanto não faltam médicos para a população da cidade de São Paulo, não há médicos em quantidade suficiente para atender a periferia de Brasília. “Queremos encontrar uma solução”, enfatizou.

Lula lembrou que faltam médicos em determinadas especialidades no País é que é preciso preencher essa carência. “Queremos trazer gente de fora. Qual é o problema? Isso estava atravessado na minha garganta”, declarou o ex-presidente, ao final de seu discurso.

O ex-presidente participou hoje do “Festival Latinidades – Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha”. Ele tinha participação em uma conferência especial sobre desigualdades de gênero e raça, “políticas públicas e ações afirmativas no governo Lula e sua atuação pós-mandato”.

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