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Lula chega a Seul e diz que não tem mais idade para brigar

Presidente defende negociação na reunião do G20

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O presidente Lula na chegada a Seul para a reunião do G20 (Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Lula na chegada a Seul para a reunião do G20 (Ricardo Stuckert/PR)

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Renata Giraldi

Publicado em 11 de novembro de 2010, 09h07.

Seul – Ao desembarcar hoje (11) em Seul, a capital sul-coreana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou que está com disposição de negociar e não de brigar. Bem-humorado, ele brincou que “não tem mais idade para brigar” nas reuniões da Cúpula do G20 (que engloba as maiores economias do mundo).

“Vim negociar. Não tenho mais idade para brigar”, afirmou, ao ser perguntado se estava com disposição de brigar com os Estados Unidos e outros países que, por decisões unilaterais, provocam o acirramento da guerra cambial.

Lula foi recebido no hotel pela presidenta eleita, Dilma Rousseff, e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Com agenda lotada, o presidente terá pouco tempo para descansar e adaptar-se ao fuso horário – de 11 horas a mais em relação ao Brasil. Apesar disso, ele cumprimentou vários brasileiros que o aguardavam.

O estudante Fabio Schneider, de 9 anos, que disse querer ser presidente, conseguiu cumprimentar Lula e Dilma. Emocionado, o estudante pediu autógrafos aos dois e afirmou que vai se esforçar para realizar seu sonho. “Quero ser presidente da República para melhorar o Brasil”, disse ele, que mora na Coreia com a família. O pai trabalha em uma multinacional.

Lula chega à Coreia para enfrentar uma série de discussões sobre as reações negativas à decisão do governo dos Estados Unidos de comprar US$ 600 bilhões em títulos do Tesouro, na tentativa de estimular a economia interna, e outras medidas adotadas por vários governos – especialmente os asiáticos – em meio à guerra cambial.

O presidente Lula e a presidenta eleita participarão de cinco reuniões plenárias, de um almoço e um jantar com líderes políticos mundiais, como os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da França, Nicolas Sarkozy, além da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel.