Donald Trump deve participar do jantar da imprensa em Washington neste sábado, após anos sem comparecer ( Chip Somodevilla/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 25 de abril de 2026 às 14h05.
Última atualização em 25 de abril de 2026 às 14h06.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve fazer um discurso “muito divertido” no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca neste sábado, segundo afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, na sexta-feira.
De acordo com Leavitt, a participação ocorre em um momento simbólico, com as comemorações dos 250 anos da independência americana. Ela destacou que será a primeira vez que Trump comparece ao evento após anos de ausência e disse que a fala do presidente terá um tom leve. “Seu discurso será muito divertido, garanto a vocês”, afirmou a porta-voz.
Organizado anualmente em Washington, o jantar reúne jornalistas responsáveis pela cobertura da Presidência, além de autoridades, empresários e representantes da sociedade, e é tradicionalmente marcado por discursos e celebrações ligadas à liberdade de imprensa.
Desde a criação do evento, em 1924, todos os presidentes participaram ao menos uma vez, com exceção de Trump, que optou por não comparecer durante seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, e também no ano passado, em meio a um relacionamento conturbado com a imprensa.
Em março, o presidente confirmou presença na edição deste ano. Segundo ele, a decisão também está ligada ao reconhecimento, por parte de setores da mídia, de sua atuação no governo — após críticas feitas anteriormente. Trump afirmou que pretende contribuir para que a edição seja uma das mais marcantes da história do evento.
Diferentemente de anos anteriores, o jantar não contará com um comediante responsável por satirizar o presidente e a imprensa. A atração confirmada é o mentalista Oz Pearlman.
O evento acontece em um contexto de tensão entre o governo e veículos de comunicação. Trump tem intensificado críticas à cobertura da guerra no Irã e move ações judiciais por difamação contra empresas jornalísticas.
Considerado um dos principais eventos sociais da capital americana, o jantar também enfrenta críticas recorrentes relacionadas ao seu caráter e à proximidade entre imprensa e poder político.