Repórter
Publicado em 24 de junho de 2026 às 14h14.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou que o partido lance candidatura própria ao governo de Minas Gerais. O encontro ocorreu na manhã desta quarta-feira, 24, com integrantes do diretório estadual mineiro e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, com o objetivo de avançar na construção do palanque no estado, considerado estratégico para a campanha.
A partir da decisão, a expectativa é de abertura de um processo interno de diálogo para definir o nome que irá compor a chapa.
“O entendimento construído coletivamente reafirma uma resolução decidida há um mês de que o Partido dos Trabalhadores vai apresentar uma candidatura própria em Minas Gerais. As definições sobre esse projeto serão construídas nos próximos dias, a partir do diálogo entre o partido e as forças políticas comprometidas com um projeto democrático e popular para o estado”, afirmou a presidente do PT estadual, Leninha, em nota divulgada à imprensa após o encontro.
A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, aparece como principal nome cotado para liderar a disputa. Ela havia sido colocada anteriormente como pré-candidata ao Senado. Segundo interlocutores, há resistências internas à mudança de posição, já que a candidatura ao Senado é vista como um caminho eleitoralmente mais consolidado.
A reunião desta quarta-feira destrava a definição do cenário em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. A preferência inicial de Lula era pelo ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) como candidato ao governo estadual. No entanto, as articulações não avançaram e Pacheco sinalizou intenção de deixar a vida pública ao fim do atual mandato, neste ano.
Os integrantes do PT vinham cobrando maior participação de Lula na condução das definições dos palanques, diante da demora na construção de uma solução. Historicamente, o partido observa que o desempenho do candidato presidencial em Minas Gerais tem correlação com o resultado da disputa nacional.
O presidente do PT, Edinho Silva, vinha conduzindo as negociações sobre a formação das chapas estaduais. Ele manteve conversas com integrantes do PSB que passaram a ser avaliados como alternativas após a resistência de Pacheco. Entre os nomes, esteve o ex-presidente da Fiesp Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, que recentemente se filiou ao partido.
Além de Minas Gerais, outras definições permanecem em aberto, especialmente em São Paulo. Lula tem reunião prevista ainda nesta quarta-feira com os ex-ministros Márcio França, Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva, todos citados como possíveis nomes ligados à chapa liderada por Haddad ao governo paulista. A expectativa é de definição sobre a vice e sobre as duas candidaturas ao Senado.