(Ricardo Stuckert /Lula/Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro/Flickr)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 25 de setembro de 2026 às 12h07.
O Monitor Eleitoral, agregador de pesquisas da Inteligov em parceria com a EXAME, aponta Lula (PT) com 38,81% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 34,16% na penúltima rodada antes do primeiro turno. A diferença entre os dois caiu para 4,65 pontos percentuais, com avanço do senador nas pesquisas consolidadas pelo modelo. Para o responsável técnico pelo agregador, Leandro Terra Adriano, os dados indicam uma aproximação gradual entre os principais candidatos, mas ainda deixam em aberto o comportamento do eleitorado na reta final.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 38,81% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 34,16%, segundo a nova rodada do Monitor Eleitoral, agregador de pesquisas eleitorais da Inteligov em parceria com a EXAME, divulgado nesta sexta-feira, 25.
Essa é a penúltima rodada do agregador de pesquisas antes do primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro.
A vantagem do atual chefe do executivo caiu pela quarta rodada consecutiva. Agora, a diferença entre os dois líderes das pesquisas é de 4,65 pontos. A nova edição confirma a tendência de crescimento do senador do PL e recuo do presidente petista.
Em relação ao levantamento anterior, realizado em 17 de setembro, o petista teve variação negativa de 0,10 ponto percentual, enquanto o senador do PL teve variação positiva de 0,66 ponto.
Os levantamentos captados pelo estudo mostram Flávio Bolsonaro em uma tendência positiva de 0,37 ponto percentual em uma semana, enquanto Lula tem tendência negativa de 0,18 ponto.
Veja os detalhes do Agregador aqui.
Entre os demais candidatos, Augusto Cury (Avante) cresceu de 4,43% para 4,85%, mas o salto geral visto nas pesquisas, que mostrou o escritor com até 10% das intenções de voto, se estabilizou.
Para Leandro Terra Adriano, doutor em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e responsável técnico pelo agregador, o movimento recente representa uma aproximação entre os principais candidatos, impulsionada principalmente pela melhora do desempenho de Flávio Bolsonaro nos levantamentos incorporados ao cálculo.
“Das seis pesquisas nacionais incorporadas ao cálculo nesta edição, cinco dão a Lula vantagem de menos de um a quatro pontos. Segundo ele, o conjunto dos dados indica uma “convergência lenta”, sustentada “quase inteiramente pelo senador”, enquanto Lula permanece em patamar estável.
Segundo Adriano, o segundo turno, que não é calculado pelo agregador, também apresenta alterações nos institutos que divulgam cenários de confronto direto. A Futura registrou 48,1% para Flávio Bolsonaro e 43,7% para Lula, enquanto a GERP apontou 50% contra 43%. O cientista político também cita dados de rejeição: a Nexus identificou índices próximos entre os dois nomes, com 50% para Flávio Bolsonaro e 49% para Lula, e a Futura registrou desaprovação de 53,1% ao governo federal.
Para o pesquisador, o cenário pode ser interpretado a partir do conceito de “calcificação do eleitorado”, em que os blocos políticos permanecem mais estáveis e as mudanças ocorrem principalmente por reorganizações dentro de cada campo.
“Poucos eleitores estão em trânsito e movimentos resultam sobretudo de reacomodação dentro de cada campo”, afirma.
Para Adriano, a reta final da disputa ainda deixa duas questões em aberto: se a reacomodação da direita em torno de Flávio Bolsonaro já atingiu seu limite e se os cerca de 39% registrados por Lula representam um piso ou um teto para o presidente na disputa.
“A dez dias do primeiro turno, os números deixam duas perguntas em aberto: a reacomodação da direita em torno de Flávio já chegou ao limite? E os 39% de Lula são piso ou teto?”O agregador apresenta uma consolidação de dados que agrega todas as pesquisas eleitorais disponíveis até o meio-dia de 21 de setembro de 2026. Esta iteração fundamenta-se em 82 novas pesquisas cadastradas no sistema PesqEle (TSE), somando-se às 470 da iteração anterior. O relatório utiliza institutos frequentes no cenário nacional e estadual, como Real Time Big Data, AtlasIntel, Datafolha, Paraná Pesquisas e Quaest.
O Monitor Eleitoral não utiliza uma média aritmética simples das pesquisas. O modelo calcula uma Média Móvel Ponderada, método que atribui pesos diferentes aos levantamentos conforme critérios como metodologia utilizada e data de realização.
Pesquisas presenciais domiciliares recebem peso integral no modelo, enquanto levantamentos feitos por IVR, sistema automatizado de entrevistas por telefone, e pela internet têm redução de 30% a 45% em sua influência estatística.
A metodologia também considera a atualização dos dados. O peso de uma pesquisa é reduzido em 25% a cada quinzena após sua realização. Assim, levantamentos antigos permanecem no histórico, mas influenciam menos a média conforme novas pesquisas entram na base.
O objetivo do modelo é combinar o retrato mais recente da disputa com a trajetória acumulada desde março, quando o agregador iniciou sua série histórica.
A cada rodada, novas pesquisas registradas no TSE são incorporadas ao cálculo. A base utilizada considera os levantamentos disponíveis no PesqEle, sistema de registro de pesquisas eleitorais da Justiça Eleitoral.
Na rodada divulgada em 25 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 38,81% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 34,16%. A diferença entre os dois é de 4,65 pontos percentuais.
Segundo o agregador, a diferença entre os dois candidatos caiu pela quarta rodada consecutiva. Em relação ao levantamento anterior, Lula teve variação negativa de 0,10 ponto percentual e Flávio Bolsonaro apresentou variação positiva de 0,66 ponto.
Não. O Monitor Eleitoral é um agregador que consolida resultados de diferentes pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O modelo combina os levantamentos disponíveis usando uma Média Móvel Ponderada.
O agregador reúne pesquisas com metodologias, períodos de coleta e amostras diferentes. Além disso, o modelo atribui pesos distintos aos levantamentos conforme critérios como metodologia e atualização dos dados.
Não. O Monitor Eleitoral consolida dados de primeiro turno. Cenários de segundo turno citados na análise de Leandro Terra Adriano vêm de pesquisas específicas de institutos que fazem esse tipo de simulação.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026.