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Luciana Genro quer asilo do Brasil a Edward Snowden

A candidata do PSOL à Presidência da República se encontrou à tarde com o jornalista Glenn Greenwald, que publicou na imprensa as denúncias de Snowden


	Luciana Genro: ela disse que trará tema do asilo para dentro do horário político eleitoral
 (Divulgação/PSOL)

Luciana Genro: ela disse que trará tema do asilo para dentro do horário político eleitoral (Divulgação/PSOL)

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Da Redação

Publicado em 7 de agosto de 2014 às 20h15.

Rio de Janeiro - A candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, defendeu hoje (7) que o Brasil ofereça asilo político a Edward Snowden, consultor de informática que prestava serviços para a NSA (agência de inteligência dos Estados Unidos).

Ela se encontrou à tarde com o jornalista Glenn Greenwald, que publicou na imprensa as denúncias de Snowden sobre o sistema de espionagem dos EUA a diversos países, incluindo o Brasil.

“Eu pedi esta conversa com o Glenn, porque entendo, enquanto candidata à presidente, que a discussão sobre o asilo ao Snowden é um debate de interesse nacional. É uma obrigação moral oferecer asilo a alguém que teve a coragem de desafiar os Estados Unidos para revelar ao mundo um sistema de vigilância perverso, que traz o risco de transformar a internet em um instrumento de controle não só político, como pessoal”, disse a candidata.

A entrevista, originalmente marcada em uma confeitaria que funciona dentro do Forte de Copacabana, teve que ser transferida de lugar, pois a polícia alegou que é vedada a utilização de prédios públicos para eventos políticos.

A entrevista ocorreu em um quiosque na beira da praia.

Luciana Genro disse que trará o tema do asilo para dentro do horário político eleitoral e também para os debates entre os candidatos.

Segundo ela, é importante saber que tipos de informações foram capturadas pelos norte-americanos, incluindo do governo brasileiro e de estatais.

“O Snowden pode nos ajudar a compreender como ocorreu o vazamento de informações da Petrobras e a possibilidade de vigilância sobre a presidente da República. E de que forma as empresas de telecomunicações do Brasil contribuíram ou foram vítimas desse processo de quebra de sigilo. Sendo eleita presidente da República, meu primeiro gesto de diplomacia seria a concessão de asilo ao Snowden”, disse a candidata.

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