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Irã ameaça atacar porta-aviões USS Abraham Lincoln com mísseis

Comandante da Marinha iraniana cita retaliação após afundamento de fragata e eleva tensão com forças americanas

USS Abraham Lincoln: Porta aviões está em operação desde 1990 (Zoe Simpson/U.S. Central Command/Divulgação)

USS Abraham Lincoln: Porta aviões está em operação desde 1990 (Zoe Simpson/U.S. Central Command/Divulgação)

Publicado em 29 de março de 2026 às 10h08.

O comandante da Marinha do Irã, Shahram Irani, afirmou neste domingo, 29, que o país poderá atacar o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln caso a embarcação entre em área de alcance de suas forças.

Segundo declarações exibidas pela televisão estatal iraniana, a ameaça está vinculada a uma possível retaliação. Irani disse que o Irã lançará “diferentes tipos de mísseis” contra o grupo aeronaval se o navio estiver ao alcance.

O militar mencionou o episódio envolvendo a fragata iraniana Dena, afundada por forças dos Estados Unidos no início de março.

A ameaça ocorre após o afundamento da embarcação iraniana no Oceano Índico, próximo ao Sri Lanka, em uma operação atribuída a um submarino americano.

O incidente foi inicialmente reportado pela Marinha do Sri Lanka, que respondeu a um pedido de socorro emitido na região de busca e resgate do país. Equipes mobilizaram navios e aeronaves, mas encontraram apenas destroços, manchas de óleo e botes salva-vidas.

Segundo autoridades locais, sobreviventes foram resgatados no mar. A AFP informou que a polícia reportou 87 mortes no episódio.

Histórico e capacidade do USS Abraham Lincoln

O USS Abraham Lincoln está em operação desde 1990 e integra a classe Nimitz, composta pelos maiores porta-aviões do mundo, com propulsão nuclear.

A embarcação tem cerca de 330 metros de comprimento e desloca aproximadamente 104 mil toneladas. Pode transportar até 90 aeronaves e cerca de 5 mil militares.

O navio já participou de operações militares e humanitárias, incluindo missões no Golfo Pérsico e apoio a evacuações nas Filipinas após a erupção do Monte Pinatubo.

Ao longo das últimas décadas, o porta-aviões operou em diferentes regiões estratégicas, incluindo o Pacífico Ocidental e o Oriente Médio.

Com agências O Globo e AFP.

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