Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 13h05.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INCP) fechou 2025 com variação acumulada de 3,90%. O valor representa alta de 0,21% em dezembro, acima do 0,03% observado no mês anterior.
O indicador serve como referência para o aumento anual de benefícios como aposentadorias e pensões do INSS acima de um salário mínimo e seguro-desemprego. Seguindo o resultado, o reajuste ficará abaixo da inflação oficial do país, que encerrou o ano com alta de 4,26%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2024, o INCP fechou em 4,77%. Em dezembro desse ano, a taxa havia sido de 0,48%. Enquanto no acumulado de 2025, o INPC avançou 3,90%, resultado 0,87 ponto percentual inferior ao valor do ano anterior.
Em dezembro, os preços dos alimentos ganharam força e passaram de queda em novembro para alta de 0,28%. Os itens não alimentícios também aceleraram, com variação de 0,19%. Ao longo do ano, os alimentos acumularam alta de 2,63%, enquanto os produtos não alimentícios avançaram 4,32%, abaixo e acima, respectivamente, dos resultados registrados em 2024.
No recorte regional, Vitória liderou as variações anuais, com avanço de 4,82%, pressionado principalmente pelos aumentos da energia elétrica e do aluguel residencial.
Considerando que o INPC é a referência para o reajuste dos benefícios pagos acima do piso nacional, a divergência entre os índices evidencia uma perda de poder de compra para esse grupo de segurados ao longo do período analisado. Dessa forma, o teto da Previdência Social deverá ser elevado de R$ 8.157,41 para R$ 8.474,55 em 2026.