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"Inimigos" da Lava Jato crescem a cada dia, diz procurador

Segundo Dallagnol, a decisão dos deputados sobre o processo de impeachment "não afeta a Lava Jato"


	Deltan Dallagnol: "A decisão não afeta a Lava Jato, que é uma investigação técnica, imparcial e apartidária"
 (Vladimir Platonow/ Agência Brasil)

Deltan Dallagnol: "A decisão não afeta a Lava Jato, que é uma investigação técnica, imparcial e apartidária" (Vladimir Platonow/ Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 19 de abril de 2016 às 15h06.

São Paulo - O coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, se manifestou em sua rede social, na segunda-feira, 18, sobre a votação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo plenário da Câmara no domingo, 17.

Segundo Dallagnol, a decisão dos deputados "não afeta a Lava Jato".

"Ontem (17), o Brasil parou para assistir à votação do Congresso sobre o impeachment da presidente da República. A decisão não afeta a #LavaJato, que é uma investigação técnica, imparcial e apartidária. É importante ter em mente, contudo, que, qualquer que seja a decisão, a Lava Jato continuará tendo muitos inimigos, cujo número cresce a cada dia que o número de investigados aumenta. Continuará a ser atacada, de modo ostensivo ou sorrateiro, e nossa única proteção é a sociedade", afirmou em sua página.

O plenário da Câmara dos Deputados autorizou o processo de afastamento da presidente. No resultado final da votação, 367 deputados foram favoráveis ao pedido de impeachment, 137 foram contra, 7 se abstiveram e dois parlamentares se ausentaram.

O procurador integra a força-tarefa da Operação Lava Jato, que investiga a organização criminosa assumiu o controle de contratos bilionários da Petrobras e distribuiu propinas a políticos e partidos durante pelo menos uma década.

Deltan Dallagnol é um dos procuradores que capitaneia a campanha "10 Medidas Contra a Corrupção". A proposta é um conjunto de providências legislativas para coibir delitos que envolvem desvio de verbas públicas e atos de improbidade administrativa.

A campanha reúne vinte anteprojetos de lei que visam a regulamentar as dez medidas propostas, entre elas a criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos e do caixa 2, o aumento das penas, a transformação da corrupção de altos valores em crime hediondo e a responsabilização dos partidos políticos.

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