Brasil

Cidade de SP assinará PPP de R$ 717 mi para reforma do Parque Dom Pedro II

A PPP prevê a construção de um novo Terminal Intermodal, que substituirá as atuais estruturas do Parque Dom Pedro II e do Terminal Mercado

Novo Parque Dom Pedro II: projeto prevê reformas na região (Prefeitura de SP/Divulgação)

Novo Parque Dom Pedro II: projeto prevê reformas na região (Prefeitura de SP/Divulgação)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 15h27.

Última atualização em 16 de janeiro de 2026 às 15h29.

A prefeitura de São Paulo assinará neste mês o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) do novo Parque Dom Pedro II. Com investimentos de R$ 717 milhões, o projeto de concessão será de 30 anos.

A PPP prevê a construção de um novo Terminal Intermodal, que substituirá as atuais estruturas do Parque Dom Pedro II e do Terminal Mercado.

O vencedor da licitação foi o Consórcio Novo Dom Pedro, formado pelas empresas Egypt, RZK, CBI (Companhia Brasileira de Infraestrutura) e Trajeto Construções.

O grupo ofereceu desconto de 0,92% sobre as contraprestações mensais, representando o valor de R$ 5,8 milhões.

A Zetta Infraestrutura ofereceu 3% de desconto, mas foi desabilitada da licitação por falta de documentação.

O projeto chegou a ser suspenso por determinação do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) por um suposto desvio de finalidade. A decisão foi revista e o contrato será assinado.

Segundo a SPRegula, a gestão Nunes deve pagar no projeto cerca de R$ 435,1 milhões. A concessionária receberá R$ 47 milhões no início da obra e mais cinco parcelas anuais, entre R$ 60 e 85 milhões, até o fim da obra.

Ao considerar o custo anual pela manutenção e as receitas acessórias estimadas, o projeto deve movimentação no total até R$ bilhões.

A previsão é que a obra tenha duração de até sete anos, entre preparação e execução.

Como será o novo parque Dom Pedro II

O novo equipamento terá conexão direta com a estação Pedro II do Metrô, com o Expresso Tiradentes e com o futuro BRT Radial Leste, além de prever integração com o Bonde São Paulo (VLE). 

A gestão municipal afirma que o local será o principal hub de transporte da região. O projeto é mais um da gestão Ricardo Nunes (MDB) que visa revitalizar o centro da cidade.

A área, que um dia abrigou o primeiro parque urbano da cidade, é hoje visitada diariamente por aproximadamente 113 mil pessoas e abriga o maior terminal de ônibus do município, com mais de 78 mil passageiros por dia.

Segundo a prefeitura, o novo terminal contará com uma galeria comercial e uma praça panorâmica de 4.500 m². O projeto também prevê a realização de grandes eventos, como shows, no local. Essas são algumas das possíveis explorações da concessionária.

No entorno, a paisagem será renovada com a demolição dos viadutos Antônio Nakashima e 25 de Março, dando lugar à nova Ponte do Carmo.

Estão previstos o alargamento da Avenida do Exterior e a reorganização da Rua da Figueira e Avenida Mercúrio, o alargamento e implantação de calçadas, além da criação de novas ciclovias, faixas azuis para motociclistas e faixas exclusivas de ônibus.

A intervenção inclui ainda um boulevard de conexão entre o Brás e a Colina Histórica, totalizando 200 mil m² de espaço público requalificado e a criação de mais de 100 mil m² de novas áreas verdes com soluções de drenagem para tornar o Centro mais resiliente a eventos climáticos.

A requalificação das praças Ragueb Chohfi e Fernando Costa, a implantação de quiosques, pistas de skate e mobiliário urbano também estão previstas no contrato. 

A gestão municipal afirma que o contrato de concessão administrativa garante que o acesso ao Novo Parque Dom Pedro II permaneça totalmente gratuito.

O parceiro privado será responsável pela limpeza, vigilância, manejo arbóreo e promoção de atividades culturais gratuitas, podendo, em contrapartida, explorar eventos e atividades comerciais.

Além das obras de mobilidade, que incluem o alargamento da Avenida do Exterior e a criação de faixas azuis para motos e ciclovias, a segurança será reforçada com a implantação de uma nova base da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

A prefeitura afirma que o projeto deve potencializar o turismo local ao integrar fisicamente o Mercado Municipal, o Museu Catavento, o polo de compras da 25 de Março e o futuro Sesc Parque Dom Pedro.

Acompanhe tudo sobre:São Paulo capitalParcerias público-privadasParques naturais

Mais de Brasil

Inmet emite alerta de perigo para tempestade no RS com ventos de até 100 km/h

Motociclista morre após colisão com Tesla Cybertruck em túnel em SP

Câmara aprova alíquotas menores para setor químico até 2026

Relator no TSE vota pela absolvição do senador Jorge Seif, acusado de abuso de poder econômico