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IBGE: carne teve maior peso no IPCA-15 de dezembro

Preços do produto subiram, em média, 8,32% em dezembro, após alta de 6,10% de novembro

Outros produtos de peso no cálculo do índice mostraram elevação mais fraca (Alimentos/Veja)

Outros produtos de peso no cálculo do índice mostraram elevação mais fraca (Alimentos/Veja)

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Da Redação

Publicado em 21 de dezembro de 2010 às 11h22.

São Paulo - As carnes foram a maior contribuição individual para o IPCA-15 de dezembro, segundo o IBGE. Os preços do produto subiram, em média, 8,32% em dezembro, após alta de 6,10% de novembro, o que representou 0,21 ponto porcentual no resultado do mês do indicador - com participação de 30% na total da taxa de dezembro. O frango também foi mencionado pelo instituto: os preços do produto aumentaram mais em dezembro, com taxa de 5,31% após subirem 3,33% em novembro.

Porém, outros produtos de peso no cálculo do índice mostraram elevação mais fraca, o que contribuiu para taxa menor do mês (0 69%), na comparação com novembro (0,86%). Entre os destaques de desaceleração nos preços dos alimentos, de novembro para dezembro no IPCA-15, estão açúcar cristal (de 14,05% para 4,12%) pão francês (de 1,88% para 0,25%) e leite pasteurizado (de 1 53% para 1,47%). Ainda segundo o instituto, entre os exemplos de retorno à queda de preços, no mesmo período, dentro de alimentos estão feijão carioca (de 10,83% para -12,72%), feijão preto (de 7,15% para -0,46%) e batata-inglesa (de 9,96% para -3,62%).

A inflação de produtos não alimentícios no IPCA-15 desacelerou de novembro para dezembro, passando de 0,49% para 0,34%. Entre os itens que contribuíram para este resultado estão os decréscimos nas taxas de variação de preços registrados em etanol (de 6,75% para 2,13%), gasolina (de 1,92% para 0,07%), salários dos empregados domésticos (de 1,34% para 0,73%), artigos de vestuário (de 1,17% para 0,96%), aluguel residencial (de 1,05% para 0,73%), e artigos de TV, som e informática (de -1 35% para -3,45%).

No entanto, o IBGE fez uma ressalva. Nem todos os itens não alimentícios estão com desaceleração de preços no varejo. De novembro para dezembro, houve fim de deflação e aceleração de preços em produtos como passagens aéreas (de -1,28% para 7,62%); e ônibus urbano (de 0,07% para 0,30%). Este último teve mais força devido ao reajuste de 2,13% nas tarifas do Rio de Janeiro, em vigor desde o dia 6 de novembro.

Rádio EXAME: Culpa da inflação alta não é só dos alimentos, diz MB Associados

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