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Habitação e geração de emprego: quais as propostas de Covas e Boulos

Os candidatos Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) fizeram o primeiro debate do segundo turno das eleições 2020 nesta segunda-feira, 16

 (Germano Lüders/Exame)

(Germano Lüders/Exame)

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Gilson Garrett Jr. e Gabriel Justo

16 de novembro de 2020, 21h54

Os candidatos Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) fizeram o primeiro debate do segundo turno das eleições 2020 nesta segunda-feira, 16. O confronto foi organizado pela CNN Brasil, mediado pela jornalista Monalisa Perrone.

Combate ao coronavírus, aumento de impostos municipais e enfrentamento ao problema da Cracolândia foram alguns dos principais temas abordados pelos candidatos. Outro assunto que entrou na pauta do debate foi o déficit habitacional na cidade de São Paulo.

Guilherme Boulos disse que, se eleito, vai retomar os mutirões da gestão de Luiza Erundina, sua vice, que construiu 100 mil casas em quatro anos. "O mutirão deixou de ser feito porque exclui as construtoras, o que acaba por baratear a obra. Nele, a prefeitura entra com a urbanização, o terreno e uma cesta básica de materiais, e a mão de obra são as próprias pessoas beneficiadas", detalhou.

O candidato à reeleição, Bruno Covas afirmou que isentou impostos para viabilizar empreendimentos que estavam iniciados, mas que com o fim do Minha Casa Minha Vida, deixaram de receber aportes. "Nessa linha de busca de parcerias, para facilitar também a construção pela iniciativa privada, que pretendemos seguir nos próximos anos. Como fizemos reduzindo a burocracia de alvarás, tornando eles declaratórios", disse.

Geração de emprego

Um outro problema sensível e de interesse dos paulistanos, foi o combate ao desemprego. No acumulado do ano, de janeiro a setembro, a cidade tem um saldo negativo, com quase 100 mil postos de trabalho fechados, segundo dados do Caged.

Boulos defende uma cidade "policentrica". "Todos os dias as pessoas têm que pegar horas de ônibus para chegar no trabalho. Por isso, o nosso plano de recuperação econômica vai estar voltado a geração de empregos na periferia. Com as subprefeituras contratando mão de obra local para zeladoria, por exemplo. Com a renda solidária, ativando a economia local colocando dinheiro na ponta, ativando o pequeno comércio e combatendo a pobreza."

Covas prometeu investimento na economia criativa e verde na cidade, promovendo empregos para a população jovem e periférica - que, ele lembra, são as mais atingidas pelo desemprego e pela falta de oportunidades. "Queremos dar aos jovens da periferia as mesmas oportunidades que aquele da faria lima tem", afirmou.