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Governo vai reforçar ações em região de conflito no MS

A região de Dourados, em Mato Grosso do Sul, é palco de conflitos entre indígenas e fazendeiros

Maria do Rosário: “os conflitos agrários na região têm desencadeado situações de muita violência, com mortes que poderiam ter sido evitadas"  (Elza Fiúza/Abr)

Maria do Rosário: “os conflitos agrários na região têm desencadeado situações de muita violência, com mortes que poderiam ter sido evitadas" (Elza Fiúza/Abr)

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Da Redação

Publicado em 24 de novembro de 2011 às 12h41.

Brasília - A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse hoje (24) que o governo vai reforçar as ações na região de Dourados, em Mato Grosso do Sul, palco de conflitos entre indígenas e produtores rurais. A tensão na região aumentou na última semana depois do ataque de pistoleiros ao Acampamento Tekoha Guaiviry, no município de Amambai.

De acordo com os indígenas, o cacique Nísio Gomes foi morto e três moradores do acampamento foram sequestrados. O corpo do cacique desapareceu e ainda não há pistas sobre os desaparecimentos. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal abriram inquérito para investigar o caso.

Na próxima semana, segundo Maria do Rosário, o governo vai reunir o Comitê Gestor de Ações Indígenas Integradas para Dourados em um encontro em Mato Grosso do Sul. O grupo deverá anunciar um pacote de políticas públicas para os cerca de 44 mil índios da região.

“O comitê, que é composto por vários ministérios, estará em reunião em Mato Grosso do Sul exatamente para tratar de questões relacionadas ao atendimento em saúde, de segurança, e um conjunto de politicas para as comunidades indígenas”, adiantou a ministra.

“Os conflitos agrários na região têm desencadeado situações de muita violência, com mortes que poderiam ter sido evitadas. O desafio é asseguramos segurança e direitos humanos às comunidades indígenas e tratar o conflito agrário com definições claras do Estado brasileiro”, acrescentou.

Maria do Rosário disse ainda que é preciso cobrar das autoridades a investigação sobre os mandantes e executores de crimes contra indígenas, comuns na região.

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