Brasil

Governo revoga edital que criava até 5.900 vagas em cursos de Medicina

Decisão ocorre após mais de 100 cursos receberem notas insatisfatórias no Enamed

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 10h05.

Última atualização em 11 de fevereiro de 2026 às 10h07.

O governo federal revogou o edital de 2023 que autorizava a criação de novos cursos de Medicina no país. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 10.

O documento previa a ampliação da oferta por universidades privadas e estimava a criação de até 5.900 novas vagas. Desde a publicação, o edital já havia sido adiado quatro vezes.

A medida integrava a retomada do Programa Mais Médicos, reativado após ter sido interrompido em 2018, durante o governo Michel Temer. As instituições participantes deveriam seguir diretrizes do governo quanto aos locais e às condições para abertura dos cursos.

Revogação ocorre após avaliação negativa de cursos

A decisão de barrar novas graduações ocorre após a divulgação dos resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).

Em janeiro, o Ministério da Educação (MEC) publicou a lista de cursos avaliados e as notas obtidas. Mais de 100 cursos de Medicina receberam notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

As instituições com desempenho insuficiente serão punidas com restrições no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e suspensão de vagas.

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